Defensoria pede liberdade para suspeitos da morte de jovem, mas Justiça mantém prisão preventiva

O MPCE e o TJCE decidiram manter os acusados presos, mesmo com a alegação de residência fixa e colaboração com as investigações.

2 Minuto de leitura

Segundo informações da página Revista Ceará, a Defensoria Pública do Ceará entrou com pedido de liberdade provisória para os suspeitos do crime, propondo a aplicação de medidas cautelares, como monitoramento por tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno. No entanto, o Ministério Público do Ceará (MPCE) e o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) negaram o pedido e decretaram a prisão preventiva dos acusados.

Contradição entre Defensoria e Polícia Civil sobre suspeitos

A Defensoria Pública argumentou que os suspeitos possuíam residência fixa, o que contrariaria informações da Polícia Civil do Ceará (PCCE), que havia classificado os acusados como “andarilhos”, sem moradia fixa.

Sobre Francisco Márcio Freire, a Defensoria destacou que ele é pai de seis filhos menores de idade, um deles com deficiência, e que a família depende de seus cuidados. O órgão também alegou que ele colaborou com as investigações e não possuía antecedentes criminais. No entanto, de acordo com a decisão do 3º Núcleo Regional de Custódia e das Garantias, Francisco Márcio já foi condenado por roubo e responde a um processo por violência doméstica.

Histórico criminal dos envolvidos

A Defensoria também se manifestou sobre os outros dois acusados. No caso de Francisco Teodósio, o órgão afirmou que ele possui apenas um registro criminal anterior relacionado à Lei Maria da Penha e nega envolvimento direto no crime. Já Jardson Silva foi classificado pela Defensoria como primário e sem antecedentes criminais, alegando que ele não participou diretamente da execução do crime.

Apesar dos argumentos apresentados, a Justiça optou pela manutenção da prisão preventiva, considerando os elementos apresentados no processo.

Partilhe esta notícia