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Região

Decreto no Ceará muda classificação de policiais em inquéritos de morte

Elmano de Freitas assina medida que substitui termo 'autor' por 'interventor' em casos de intervenção policial.

Decreto no Ceará muda classificação de policiais em inquéritos de morte — Região. Elmano de Freitas assina medida
Elmano de Freitas assina medida que substitui termo 'autor' por 'interventor' em casos de intervenção policial.

O governador do Ceará, Elmano de Freitas, oficializou nesta sexta-feira (06) a assinatura de um decreto que reformula a nomenclatura de agentes de segurança em investigações estaduais. A nova determinação altera a forma como policiais são citados em inquéritos que apuram casos de lesão corporal ou morte decorrentes de intervenção policial.

Mudança na terminologia dos inquéritos

A principal modificação estabelecida pelo decreto recai sobre o status inicial do agente no processo investigativo. Pela regra anterior, o policial poderia ser tratado como autor do crime logo no início da apuração. Com a vigência do novo texto, o servidor público passa a receber a classificação de “interventor”.

O documento também redefine a classificação da outra parte envolvida na ocorrência policial. O indivíduo que entra em confronto ou sofre a ação policial será identificado nos autos como parte “opositora”. Essa nomenclatura deverá ser mantida nos registros oficiais até a conclusão definitiva das investigações.

Justificativa do Governo

Elmano de Freitas utilizou seus canais oficiais nas redes sociais para explicar a motivação por trás da medida administrativa. O governador declarou que a alteração tem o objetivo de assegurar um tratamento justo aos profissionais da segurança pública durante o exercício da função.

O gestor estadual reforçou sua posição em defesa do cumprimento rigoroso da lei. No entanto, Elmano destacou a necessidade de estabelecer uma distinção clara nos procedimentos. Segundo o governador, não é adequado equiparar os agentes que atuam no combate direto à criminalidade aos suspeitos de práticas delituosas. A medida busca, portanto, evitar que a linguagem técnica dos inquéritos coloque policiais e criminosos no mesmo patamar de classificação antes do julgamento dos fatos.