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Dinheiro

Cota dos EUA para açúcar brasileiro cai quase 36%

A cota americana para o açúcar brasileiro no ano fiscal de 2027 será de 100 mil toneladas, quase 36% menor que no ano anterior.

Cota dos EUA para açúcar brasileiro cai quase 36%

O Brasil poderá exportar 100 mil toneladas de açúcar bruto de cana aos Estados Unidos no ano fiscal de 2027, quase 36% a menos que no ano anterior. A cota integra o sistema americano que permite a entrada de açúcar com tarifa reduzida até um limite definido; volumes excedentes estão sujeitos a tarifas mais altas.

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou a distribuição das cotas por país. Do total de 1.117.195 toneladas métricas em equivalente de açúcar bruto previsto para o período, 1.061.202 toneladas já haviam sido distribuídas. As 55.993 toneladas restantes serão repartidas entre países nas quantidades indicadas pelo órgão. Para o Brasil, o texto informa que 56 mil toneladas podem ter condições mais vantajosas.

O ano fiscal de 2027 começa em 1º de outubro deste ano e termina em 30 de setembro de 2027. O volume total da cota foi anunciado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 14 de julho de 2026. Em 24 de julho, o USTR publicou a distribuição inicial, conforme aviso no Registro Federal.

Os Estados Unidos estabelecem anualmente uma cota de cerca de 1,1 milhão de toneladas, relacionada a compromissos assumidos na Organização Mundial do Comércio. Importações acima do limite podem enfrentar uma tarifa de aproximadamente US$ 340 por tonelada. O USTR também exige certificados de elegibilidade para produtos de países contemplados.

A American Sugar Alliance, entidade do setor açucareiro americano, pede a revisão das tarifas cobradas sobre volumes que excedem as cotas. A organização afirma que subsídios e proteções comerciais de países exportadores distorcem o mercado e prejudicam produtores dos Estados Unidos. Segundo a entidade, agricultores americanos deixaram de ganhar mais de US$ 3 bilhões nos últimos dois anos. A aliança também diz que as tarifas não são atualizadas há 26 anos.