Corinthians e Caixa Econômica Federal assinaram, nesta sexta-feira (16), um termo de confidencialidade para as negociações sobre alternativas para a relação entre as partes. O acordo final ainda deve levar alguns dias para ser formalizado, embora os dois lados demonstrem otimismo.
Em nota conjunta, as instituições informaram que avançaram nas conversas. A reunião ocorreu em Brasília e contou com a participação do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, além de dirigentes do banco e do clube e integrantes da Gaviões da Fiel.
Representaram o Corinthians o presidente Osmar Stabile, o diretor jurídico Pedro Soares e o diretor cultural Rafael Castilho. Também participaram Alê, Serginho e Fantasma, presidente e vices da torcida organizada. Pela Caixa, esteve presente o presidente Carlos Antônio Vieira Fernandes.
Entre as possibilidades em negociação está a concessão dos naming rights do estádio à Caixa, que poderia batizá-lo com o nome de um produto da instituição. A proposta também pode incluir outros ativos do Corinthians, como a transferência das operações financeiras do clube e a anexação do programa Fiel Torcedor.
O Corinthians recebe atualmente cerca de R$ 21 milhões da Hypera Pharma pelo nome Neo Química Arena. Após um estudo de valuation, o clube avalia que o estádio vale pelo menos cerca de R$ 70 milhões anuais.
A dívida do Corinthians com a Caixa é de aproximadamente R$ 660 milhões, e a mudança de nome é considerada uma possibilidade para quitar o débito.
A multa para rescindir o contrato de naming rights com a Hypera Pharma caiu para cerca de R$ 50 milhões no segundo semestre de 2025. A nota conjunta afirma que as tratativas continuam em ambiente de cooperação, responsabilidade legal e transparência.

