Conviver com gatos pode reduzir solidão e estresse, mas os benefícios dependem do vínculo e da rotina

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A presença de um gato em casa pode ir além da companhia. Pesquisas realizadas nos últimos anos sugerem que a convivência com felinos está associada a benefícios para a saúde mental e física, especialmente quando há um vínculo próximo entre o animal e o tutor. Os estudos, no entanto, apontam uma associação e não uma relação de causa e efeito.

Os resultados indicam que interações frequentes com os animais podem ajudar a diminuir a sensação de solidão e reduzir o estresse. Esses efeitos variam de uma pessoa para outra e não substituem tratamentos médicos ou psicológicos quando necessários.

Relação com o animal pode influenciar o bem-estar

Um estudo publicado na revista científica Animals observou que a qualidade da relação entre tutores e gatos tem papel importante nos benefícios percebidos. Quanto maior o vínculo estabelecido, maiores tendem a ser os relatos de conforto emocional e satisfação com a convivência.

Outra pesquisa, conduzida pela Universidade de Kent, no Reino Unido, analisou informações de mais de 2.500 famílias e encontrou uma associação entre a presença de animais de estimação e níveis mais elevados de satisfação com a vida. o impacto relatado pelos participantes foi comparável ao de manter contato frequente com amigos ou familiares.

Os autores destacam que o efeito depende de diversos fatores, como a rotina da casa, o tempo dedicado ao animal e as características de cada tutor.

Estudos também apontam efeitos fisiológicos

As pesquisas não se concentram apenas na saúde mental. Um estudo da Universidade de Minnesota identificou uma associação entre a convivência com gatos e menor ocorrência de eventos cardiovasculares entre os participantes acompanhados.

Os pesquisadores levantam a hipótese de que momentos de interação com o animal possam contribuir para a redução do estresse, um dos fatores relacionados à saúde do coração.

Ainda assim, eles ressaltam que hábitos como alimentação equilibrada, prática de atividade física e acompanhamento médico continuam sendo os principais pilares da prevenção.

Contato pode reduzir o estresse de forma temporária

Ações simples, como acariciar um gato ou brincar com ele, podem estimular a liberação de ocitocina, hormônio ligado à sensação de bem-estar, ao mesmo tempo em que favorecem a redução dos níveis de cortisol, associado ao estresse.

Essas alterações fisiológicas costumam ser temporárias, mas podem contribuir para momentos de relaxamento ao longo do dia.

Os benefícios observados dependem da qualidade da convivência e não ocorrem automaticamente apenas pela presença do animal na residência. Ainda assim, o conjunto de evidências científicas indica que, para muitas pessoas, a relação construída com um gato pode representar um fator positivo para a saúde emocional e para a qualidade de vida.

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