O CEO do UBS Group, Sergio Ermotti, afirmou que a Europa precisa de medidas rigorosas para enfrentar o acúmulo de dívidas e disse que mudanças incrementais podem não ser suficientes. Em entrevista à CNBC, ele também comparou a criação de riqueza no continente com a dos Estados Unidos e destacou a importância do mercado americano para o banco suíço.
Segundo Ermotti, cerca de 40% dos milionários do mundo vivem nos Estados Unidos. O UBS administra quase US$ 5 trilhões em ativos globalmente, dos quais quase metade está no país, de acordo com o executivo. Ele afirmou ainda que os Estados Unidos registraram a criação de 1.200 milionários por dia no ano passado.
Ermotti disse que a expansão da riqueza americana não pode ser atribuída diretamente ao avanço da inteligência artificial. Na avaliação dele, o crescimento econômico e a inovação criam oportunidades de monetização e contribuem para a geração de novos ativos líquidos. O executivo citou US$ 73 bilhões em ativos líquidos gerados pelo banco até o momento, principalmente ligados a atividades de monetização e fusões e aquisições.
Sobre a Europa, o CEO afirmou que a região tem menor capacidade de criar riqueza e que o crescimento do UBS no continente depende mais da conquista de participação de mercado. Ele também mencionou dificuldades fiscais de países como a França e lembrou que Espanha, Itália, Grécia e Portugal enfrentaram situações semelhantes nos últimos 10 a 15 anos.
Para Ermotti, o tamanho da economia francesa torna o ajuste mais complexo. Ele também apontou que manifestações podem gerar pressão política rapidamente e observou que movimentos sociais importantes das últimas décadas tiveram origem na França.

