Cearense prova inocência e evita prisão injusta após acusação de assalto em Tianguá – ele estava na Bahia

O jovem foi alvo de um mandado de prisão injusto, mas sua defesa usou tecnologia do Google para provar que ele estava a 1.600 km do crime.

2 Minuto de leitura

Um cearense de 27 anos teve sua inocência comprovada após ser acusado de participar de um assalto a uma joalheria na cidade de Tianguá, no Ceará. Graças à Central de Investigação Defensiva da Defensoria Pública do Ceará, ele conseguiu provar que estava na Bahia, a 1.600 km do local do crime.

Defesa reage após acusação injusta

A família do jovem procurou o Núcleo Regional de Custódia e Inquéritos da Defensoria Pública em Sobral ao descobrir um mandado de prisão preventiva contra ele. Os familiares apresentaram capturas de tela do celular para demonstrar que o acusado estava em Luiz Eduardo Magalhães, na Bahia, no período do crime.

O defensor público, responsável pelo caso, explicou que simples capturas de tela, conhecidas como “prints”, não costumam ser aceitas pelos Tribunais como prova, pois podem ser manipuladas.

Tecnologia como aliada na justiça

Para garantir a comprovação da inocência do jovem, a Defensoria acionou o Núcleo de Investigação Defensiva. A equipe utilizou a ferramenta Google Takeout para analisar os dados do celular do acusado.

O laudo técnico mostrou que o jovem esteve em um estabelecimento comercial na Bahia em pelo menos 10 ocasiões, incluindo os dias 5 e 8 de agosto de 2023, datas em que o crime ocorreu em Tianguá. Fotos postadas em suas redes sociais também reforçaram a comprovação de sua presença na Bahia.

Decisão judicial revoga prisão

Com base no laudo técnico, o defensor público peticionou à Justiça solicitando a revogação da ordem de prisão e a retirada da acusação. O juiz acatou o pedido e reconheceu a inocência do jovem.

Esse caso destaca a importância de uma defesa qualificada e do uso da tecnologia para evitar injustiças no sistema judicial brasileiro.

Partilhe esta notícia