Casal de influenciadores cearenses que movimentou R$ 130 milhões no Jogo do Tigrinho é alvo de operação policial

A investigação revelou um esquema milionário de jogos ilegais, onde os influenciadores lucravam com as perdas dos apostadores.

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Segundo informações da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), um casal de influenciadores digitais cearenses que movimentou R$ 130 milhões com a divulgação de jogos de azar ilegais, como o Jogo do Tigrinho, foi alvo da Operação Jackpot nesta terça-feira (18). A ação resultou na apreensão de veículos de luxo, incluindo modelos das marcas BMW, Mercedes-Benz e Porsche, além de 28 imóveis.

A operação, conduzida pela Delegacia de Combate à Lavagem de Dinheiro, cumpriu sete mandados de busca e apreensão e bloqueou R$ 117 milhões em contas bancárias vinculadas ao casal. Os imóveis confiscados incluem duas pousadas e residências em condomínios de alto padrão.

Ostentação nas redes sociais levou à investigação

As autoridades começaram a investigar o casal após identificarem um estilo de vida luxuoso exibido em redes sociais. O homem investigado possui 227 mil seguidores no Instagram e se apresentava como “pai das plataformas”. Antes da ascensão digital, ele trabalhava como flanelinha.

O delegado, responsável pela operação, explicou que os influenciadores divulgavam cassinos ilegais por meio de plataformas como Instagram, Telegram e WhatsApp, atraindo seguidores para jogos sem qualquer regulamentação.

“O modo de agir desse casal era a difusão de jogos ilegais através das redes sociais. Eles usavam a influência digital para induzir pessoas a apostar dinheiro em plataformas clandestinas, sem qualquer regulamentação legal”, afirmou o delegado.

Esquema lucrativo e captação de jogadores

Segundo as investigações, os influenciadores eram pagos por empresas de jogos online, lucrando de três formas principais:

  • Comissão por cada novo cadastro feito através de seus links;
  • Participação sobre valores perdidos pelos apostadores;
  • Lucros indiretos, como bônus e metas estipuladas pelas plataformas.

“Os influenciadores eram recrutados por empresas nacionais e internacionais para promover os jogos ilegais. Eles lucravam principalmente com as perdas dos apostadores, recebendo um percentual significativo sobre os valores perdidos”, detalhou o delegado Jailton Rodrigues.

Investigação segue em andamento

Apesar da operação ter resultado no bloqueio de bens e valores, o casal não foi preso, pois não houve flagrante. No entanto, a investigação segue em andamento, e os influenciadores podem ser responsabilizados por estelionato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra a economia popular.

A Polícia Civil continua apurando a extensão do esquema, buscando identificar outros envolvidos e novas ramificações da rede de jogos ilegais.

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