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Política

Cancelamento de debate na Globo reacende debate sobre decisões judiciais e censura

Artigo critica decisões judiciais relacionadas ao debate presidencial cancelado pela Globo e cobra reflexão da emissora sobre liberdade de expressão.

Cancelamento de debate na Globo reacende debate sobre decisões judiciais e censura

O cancelamento do debate presidencial da Globo, menos de uma hora antes da transmissão, levou um articulista a cobrar da emissora uma reflexão sobre a cobertura de decisões judiciais que, segundo ele, restringem a liberdade de expressão.

O debate foi cancelado nesta quinta-feira (1º). Em nota, a Globo afirmou que “sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes do debate” criaram “insegurança jurídica”. O texto concorda com a justificativa da emissora, mas argumenta que a situação mostra que a censura também pode atingir veículos e profissionais que antes não se consideravam diretamente afetados.

Segundo o artigo, o TSE proibiu a presença de um púlpito vazio para Lula e perguntas dirigidas ao candidato ausente. O STF, por sua vez, determinou a inclusão de um candidato que, conforme o texto, estava fora das regras. Na mesma semana, um vídeo de Joel Pinheiro, comentarista da GloboNews, crítico ao Supremo, foi derrubado do Instagram.

O articulista também cita episódios anteriores. Em 2019, Alexandre de Moraes determinou que saísse do ar uma reportagem da revista Crusoé, “O amigo do amigo de meu pai”, em um inquérito no qual, segundo o texto, o Supremo era vítima, investigador e juiz. O artigo reconhece que houve protestos da imprensa e que Moraes recuou, mas afirma que o inquérito permaneceu.

O texto menciona ainda o documentário da Brasil Paralelo suspenso, canais desmonetizados, perfis derrubados e o bloqueio do X no país. O autor critica a forma como a Globo teria tratado esses episódios e afirma que a defesa da imprensa livre deve valer também para veículos com os quais se discorda.

O artigo conclui que a emissora deve uma reflexão ao público sobre os anos em que, na avaliação do autor, tratou como exagero alertas sobre censura. Ele afirma condenar as restrições à Globo com a mesma firmeza que atribui ter usado em outros casos.