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Campanhas de boicote político atingiram empresas e veículos ligados à direita desde 2020

Após pedidos de boicote a comércios ligados a apoiadores de Lula, o texto compara a reação com campanhas anteriores contra alvos associados à direita.

Campanhas de boicote político atingiram empresas e veículos ligados à direita desde 2020

Após a reeleição de Lula, no domingo (25), perfis de direita passaram a divulgar pedidos para que consumidores evitassem negócios de proprietários petistas. Algumas publicações também defenderam a demissão de trabalhadores que votaram no presidente. O deputado federal Paulo Pimenta (PT) afirmou ter recebido denúncias de perseguição e anunciou que apresentaria representações à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal. Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora, classificou ameaças de demissão e cancelamento de ações sociais como práticas “NAZISTAS”.

O texto também relembra campanhas anteriores contra veículos e personalidades associados à direita. Desde maio de 2020, o Sleeping Giants Brasil cobra que empresas retirem anúncios de alvos que o grupo acusa de divulgar desinformação.

Segundo o próprio movimento, a mobilização contra Sikêra Jr reuniu 206 empresas em 100 dias; a Notícias da TV informou que o programa perdeu 57% do intervalo comercial da RedeTV.

A Jovem Pan chegou a 111 anunciantes retirados da lista do grupo em setembro de 2023. O Sleeping Giants repercutiu um balanço da Notícias da TV segundo o qual o faturamento da emissora caiu R$ 27 milhões em 2023. A reportagem registra ainda a Havan em sete listas de boicote no X entre 2018 e 2023 e a Mormaii em listas do mesmo tipo.