O ministro da Educação, Camilo Santana, expressou sua insatisfação com a articulação política entre o ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes e grupos de direita no estado. A declaração foi feita após audiência pública na Câmara dos Deputados. As informações foram divulgadas pelo site O Antagonista.
Reunião com partidos de direita sinaliza aliança para 2026
Ciro Gomes participou de reuniões recentes com lideranças dos partidos PL, União Brasil e Progressistas. Esses grupos representam setores de direita alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A articulação tem como objetivo formar uma frente política contra o PT nas eleições estaduais de 2026.
Apesar das divergências nacionais, Ciro Gomes afirmou haver pontos de convergência para “salvar o Ceará”, conforme declarou em evento fechado.
Nome para Senado e possibilidade de candidatura ao governo
Durante as conversas, Ciro Gomes indicou o deputado estadual Alcides Fernandes (PL), pai do deputado André Fernandes (PL), como candidato ao Senado nas eleições de 2026. O parlamentar foi descrito como alguém com “dotes e qualificações” para o cargo. Questionado sobre a possibilidade de concorrer ao governo estadual pela nova aliança, Ciro evitou resposta direta, mas indicou que pode disputar o pleito.
Ministro Camilo Santana critica a aproximação com grupos de direita
Camilo Santana criticou a aproximação de Ciro Gomes com grupos de direita no Ceará. “Eu não falo os motivos disso, é lamentável, mas enfim, cada um toma suas decisões”, afirmou após o debate na Câmara sobre o novo marco regulatório do ensino a distância.
Camilo acrescentou: “Sempre eu digo, caberá à vida e aos eleitores que nos julgam dar as respostas. Os eleitores têm dado as respostas”.
Marco regulatório do ensino a distância é defendido pelo ministro
Na audiência pública, o ministro defendeu o novo marco regulatório do ensino superior a distância, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira, 19 de maio. O regulamento proíbe cursos 100% online nas áreas de medicina, odontologia, enfermagem, psicologia e direito. Cursos da área da saúde e licenciaturas devem adotar modelo híbrido.
Segundo Camilo, a medida responde ao crescimento desordenado do ensino a distância no país. Ele afirmou que não há preconceito contra a modalidade, mas que a preocupação é garantir qualidade na formação.
“Não acredito que o povo brasileiro queira ser atendido por um enfermeiro formado 100% a distância neste país”, declarou.
