Camilo não descarta candidatura no Ceará e elogia nome de Haddad para São Paulo

O ex-governador não descarta retornar à disputa majoritária no estado.

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O ministro Camilo não descarta a hipótese de disputar o cargo de governador do Ceará nas próximas eleições. A declaração pública sobre o futuro político do governante ocorreu durante uma entrevista. O titular do governo federal afirma que uma eventual candidatura depende exclusivamente de uma convocação do seu grupo político.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o político subordina o seu futuro eleitoral à sustentação de um projeto nacional. Camilo relata que a escolha eleitoral não atende a um desejo individual ou conveniência própria. Ele pontua que o grupo político não possui a opção de recusar desafios estratégicos nos estados.

Candidatura vista como missão política

Para o ministro, assumir uma disputa majoritária no território cearense representa uma missão designada por seus aliados. Ele declara expressamente que o projeto governamental não pertence mais aos próprios políticos. Desse modo, a decisão de concorrer ao governo estadual passará diretamente pelas necessidades estruturais do partido.

A necessidade de defender o projeto nacional orienta as atuais decisões do grupo no Ceará. O ministro destaca a urgência de estabelecer nomes com força eleitoral nas disputas locais. A missão de disputar o pleito estadual anula as preferências pessoais dos quadros acionados pela direção partidária.

Paralelo com Fernando Haddad em São Paulo

Além de abordar a própria situação no Ceará, o ministro avalia o cenário eleitoral no estado de São Paulo. Ele cita o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como um exemplo dessa mesma lógica de convocação. Camilo elogia o desempenho de Haddad na área econômica e o classifica como um quadro extraordinário e admirável.

Segundo o entrevistado cearense, Haddad possui a força política necessária para defender o projeto nacional no território paulista. Camilo aponta que o colega figura como um grande nome para disputar o governo de São Paulo. O ministro também menciona uma disputa ao Senado Federal como um caminho possível para o líder da Fazenda.

O político cearense estabelece um paralelo direto entre sua possível convocação e a situação de Haddad. Ele reitera que ambos os líderes atuam muito além dos desejos estritamente pessoais. A estratégia confirmada pelas declarações consiste em posicionar os melhores nomes nas disputas estaduais prioritárias.

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