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BYD avalia parceria no Terminal Enseada, em Maragogipe; acesso preocupa

BYD avalia parceria logística no Terminal Enseada, em Maragogipe. A Codeba contestou o pedido na Antaq, enquanto preocupações sobre o acesso terrestre foram apontadas no setor produtivo.

BYD avalia parceria no Terminal Enseada, em Maragogipe; acesso preocupa

A BYD Auto do Brasil avalia uma parceria logística no Terminal de Uso Privado (TUP) Enseada, em Maragogipe, como alternativa para atender à fábrica da montadora na Bahia. Segundo apuração do Bahia Notícias junto a lideranças governistas, a empresa informou que busca apoio para suas operações logísticas.

Em documento enviado à Enseada Indústria Naval S.A., a BYD formalizou a intenção de avaliar serviços de recebimento, movimentação, armazenagem temporária e destinação de cargas para a unidade baiana, além da possível logística reversa de contêineres vazios.

Segundo a empresa, a busca pelo terminal é uma alternativa complementar e emergencial diante de limitações para movimentar e armazenar contêineres no terminal atualmente usado em Salvador. No setor produtivo, há preocupação com a infraestrutura terrestre de acesso à região.

A BA-001 conecta-se à BA-514, que passa por São Roque do Paraguaçu e segue até Enseada. O texto também cita Florianópolis como exemplo de impactos viários associados a mudanças em operações portuárias, sem afirmar que os mesmos efeitos ocorrerão em Maragogipe.

A BYD também busca autorização para operar o Porto da Ford, no Porto de Aratu, em Candeias. O governo da Bahia prorrogou por seis meses o contrato de estudos para exploração do terminal, com custo previsto de R$ 584,7 mil. A montadora ainda não obteve autorização para gerir o espaço.

A Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) contestou na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) o pedido para movimentação de contêineres no Enseada.

A estatal afirma que o Porto de Salvador tem capacidade para absorver a carga projetada de 28 mil TEUs anuais e pediu o sobrestamento cautelar do pedido emergencial. Também defende que sejam comprovadas exigências ambientais, fiscais e aduaneiras antes de eventual liberação.