O futebol brasileiro acompanha de perto diversos jovens talentos espalhados pelos principais clubes da Europa. Muitos deles possuem dupla nacionalidade e, por isso, podem escolher qual país defender em competições internacionais.
Essa disputa por atletas promissores tem se tornado cada vez mais comum entre as federações nacionais. Agora, um meio-campista que atua nas categorias de base do Real Madrid passou a chamar atenção da Confederação Brasileira de Futebol e pode fazer parte dos planos para os próximos ciclos da Seleção.
Bryan Bugarin pode defender o Brasil mesmo tendo nascido na Espanha
O jogador que entrou no radar da CBF é Bryan Bugarin, de 17 anos. Embora tenha nascido e vivido toda a vida na Espanha, o atleta também possui cidadania brasileira por ser filho de uma brasileira.
Essa condição permite que ele escolha qual seleção deseja representar, conforme as regras estabelecidas pela FIFA para jogadores com mais de uma nacionalidade.
Bryan já esteve no Brasil em outras oportunidades e, caso aceite um projeto apresentado pela CBF, poderá vestir a camisa da Seleção Brasileira nas categorias de base antes de buscar espaço na equipe principal.
Atualmente, o meia integra o elenco do Juvenil B do Real Madrid, um dos níveis de formação do clube espanhol.
CBF acompanha a evolução do atleta pensando no ciclo de 2030
O interesse da entidade brasileira não surgiu por acaso. A avaliação é de que Bryan reúne características que podem transformá-lo em uma opção para o futuro da Seleção.
Segundo as informações divulgadas, um observador da CBF deverá viajar à Espanha para acompanhar de perto o desempenho do jogador e conversar sobre a possibilidade de representar o Brasil.
O planejamento considera o desenvolvimento do atleta nos próximos anos. Se continuar evoluindo na base do Real Madrid e conquistar mais espaço dentro do clube, Bryan poderá chegar ao ciclo da Copa do Mundo de 2030 com 21 anos, idade considerada favorável para iniciar uma trajetória na equipe principal.
Antes disso, a intenção é aproximá-lo das seleções de base brasileiras, fortalecendo o vínculo com a CBF.
Passagem pela seleção espanhola ainda deixa futuro em aberto
Apesar do interesse brasileiro, Bryan já teve uma experiência defendendo a Espanha. O meia atuou pela seleção espanhola sub-15, mas não voltou a ser convocado para a equipe sub-17.
A ausência nas listas seguintes acabou reduzindo seu espaço dentro das categorias de base da Espanha e abriu caminho para que o Brasil demonstrasse interesse no jogador.
Como ele ainda não disputou competições oficiais pela seleção principal espanhola, a possibilidade de atuar pelo Brasil continua permitida pelas regras da FIFA.
Disputa por jovens com dupla nacionalidade é cada vez mais comum
O caso de Bryan Bugarin não é isolado. Nos últimos anos, diferentes seleções passaram a monitorar atletas que possuem direito de representar mais de um país.
Na própria base do Real Madrid existe outro exemplo. Enzo Alves, filho do ex-lateral Marcelo, também nasceu na Espanha e poderia defender a Seleção Brasileira. No entanto, sua escolha foi diferente.
Segundo Marcelo, a federação espanhola apresentou um projeto esportivo para a família, e o jovem decidiu seguir sua carreira representando a Espanha nas categorias de base.