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Bolsas europeias fecham sem direção única; Paris cai 0,80%

Bolsas europeias fecharam com resultados mistos, enquanto investidores acompanharam preocupações fiscais na França, preços do petróleo e perspectivas para os juros do BCE.

Bolsas europeias fecham sem direção única; Paris cai 0,80%

As bolsas europeias encerraram a segunda-feira (5) com resultados mistos. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,80%, em meio à preocupação com o endividamento da França e à possibilidade de que a tensão fiscal no país se espalhe pelo continente. O euro também caiu ante o dólar.

Os investidores acompanharam ainda as oscilações do petróleo, diante de incertezas geopolíticas, e as perspectivas para os juros do Banco Central Europeu (BCE). O mercado aguardava a divulgação da ata da última reunião de política monetária da instituição.

Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,34%, para 10.497,94 pontos. O DAX, de Frankfurt, avançou 0,06%, a 25.245,90 pontos. Em Paris, o CAC 40 terminou a 7.834,10 pontos.

O FTSE MIB, de Milão, ganhou 0,66%, a 50.8818,38 pontos, enquanto o Ibex 35, de Madri, teve alta de 1,01%, para 19.277,20 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,66%, a 9.354,24 pontos. As cotações são preliminares.

França e Espanha no radar

A preocupação com a dívida francesa e com a forma como o tema será abordado por candidatos na eleição presidencial de 2027 levou investidores a vender posições em Paris. Marine Le Pen, candidata de extrema-direita, deve discursar na terça-feira. Segundo a Eurasia, ela buscará tratar dos receios do mercado.

O índice francês também foi pressionado pela queda de 10% das ações da Schneider Electric, que anunciou a compra da PTC, empresa americana do setor de software.

Na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez convocou novas eleições parlamentares para o próximo mês, após protestos contra os altos custos de moradia. A medida amplia a instabilidade política europeia. A Capital Economics avalia, porém, que a eleição deve ter impacto limitado sobre a economia e a dívida espanhola.

A queda dos preços do petróleo favoreceu os ganhos das ações. O setor bancário avançou mais de 1,3%, enquanto o de energia ficou praticamente estável.

O dirigente do BCE Joachim Nagel, da Alemanha, afirmou que predominam riscos de alta para a inflação da zona do euro. Para ele, a incerteza elevada sobre as perspectivas de inflação “exige flexibilidade, e não inação”.