Jovens de 18 a 29 anos interessados em comunicação, mobilização comunitária e alimentação saudável ganharam mais tempo para participar de uma seleção nacional. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) prorrogou até 21 de setembro de 2026 as inscrições para o projeto Comer Pra Quê nas Periferias.
A iniciativa é direcionada às juventudes das capitais brasileiras e prevê a seleção de até 20 bolsistas por capital, com pagamento total de R$ 700 para quem entrar na modalidade remunerada. Também existem oportunidades de participação voluntária.
O projeto pretende aproximar jovens das discussões sobre alimentação adequada e saudável, segurança alimentar, território e desigualdade, utilizando comunicação popular e ações desenvolvidas nas próprias comunidades.
Segundo o MDS, a seleção considera jovens residentes nas 27 capitais e será realizada em duas etapas, levando em conta critérios como trajetória, engajamento, criatividade, comunicação e capacidade de mobilização.
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Quem pode participar da seleção?
O público central do Comer Pra Quê nas Periferias é formado por jovens com idade entre 18 e 29 anos que vivem nas capitais brasileiras.
O projeto foi criado especialmente para valorizar a participação de moradores de periferias e jovens com conhecimento sobre os desafios enfrentados em seus próprios territórios.
Entre os perfis valorizados estão pessoas que tenham interesse ou experiência em:
- ações comunitárias;
- coletivos e movimentos;
- comunicação popular;
- projetos sociais;
- cultura;
- mobilização de jovens;
- segurança alimentar;
- produção de conteúdo;
- iniciativas realizadas nas periferias.
Experiência profissional formal não aparece como o elemento central da seleção. A proposta é identificar jovens capazes de refletir sobre os problemas do território e transformar essas discussões em comunicação e mobilização.
O MDS afirma que a iniciativa busca justamente colocar as juventudes periféricas como agentes de transformação social, em vez de tratá-las apenas como público receptor de políticas públicas.
Bolsa é de R$ 700, mas pagamento ocorre em duas parcelas
Um detalhe importante para quem pretende se candidatar é a forma de pagamento.
A bolsa total é de R$ 700, mas o projeto informa que o dinheiro será pago em duas parcelas de R$ 350.
Portanto, não se trata de uma bolsa mensal de R$ 700.
Para receber os valores, o jovem selecionado na modalidade bolsista precisa possuir conta bancária em seu próprio nome e cumprir as atividades previstas pelo projeto.
A divisão é a seguinte:
| Pagamento | Valor |
|---|---|
| 1ª parcela | R$ 350 |
| 2ª parcela | R$ 350 |
| Total | R$ 700 |
A modalidade voluntária também está prevista no processo. Nesse caso, participar do projeto não significa automaticamente receber o auxílio financeiro.
Por isso, o candidato deve verificar no resultado em qual modalidade foi classificado.
Quantas vagas serão oferecidas?
O desenho nacional da iniciativa prevê até 20 jovens bolsistas por capital.
Considerando as 27 capitais, o projeto foi estruturado inicialmente para alcançar até 540 bolsistas em todo o país.
O próprio MDS apresentou esse número no lançamento da estratégia, quando informou a intenção de selecionar 20 participantes por capital e pelo Distrito Federal.
O número, porém, deve ser entendido como capacidade máxima prevista.
Isso significa que não há garantia de que todas as capitais preencherão necessariamente as 20 bolsas, já que o resultado depende das candidaturas, da avaliação e das regras específicas de cada processo local.
Também existem vagas destinadas a voluntários.
É preciso verificar a situação da sua capital
Apesar de o comunicado do MDS sobre a prorrogação mencionar a seleção de jovens residentes nas 27 capitais, a página oficial do processo seletivo deve ser consultada individualmente.
Na página disponível em 7 de setembro, por exemplo, Recife e Rio de Janeiro aparecem com inscrições encerradas, enquanto as demais capitais possuem acesso aos respectivos editais.
Por isso, o interessado deve conferir a situação específica de sua cidade antes de iniciar a candidatura.
Como é feita a inscrição?
A candidatura é realizada pela internet por meio da página do processo seletivo do projeto.
O interessado deve primeiro consultar o edital correspondente à sua capital e, em seguida, acessar o formulário de inscrição.
Além das informações pessoais e sobre a trajetória do candidato, o processo prevê o envio de um conteúdo autoral.
O jovem pode apresentar um vídeo ou áudio de até dois minutos, respondendo a um dos desafios propostos pelo edital.
Não é necessário produzir um vídeo profissional.
A organização informa que o conteúdo pode ser simples, desde que esteja compreensível e consiga demonstrar as ideias do candidato.
É possível utilizar, por exemplo, um áudio gravado pelo próprio celular.
O que pode cair no vídeo ou áudio da inscrição?
A proposta é estimular o jovem a refletir sobre alimentação e problemas presentes no lugar onde vive.
Entre os temas trabalhados pelo projeto aparecem questões como acesso à alimentação adequada, presença de alimentos ultraprocessados, desperdício, resíduos alimentares e responsabilidades relacionadas à alimentação e ao cuidado.
O candidato deve mostrar sua capacidade de interpretar um problema e pensar em maneiras de conversar com outros jovens sobre ele.
A organização destaca que criatividade, comunicação e mobilização fazem parte dos pontos observados durante o processo seletivo.
Isso significa que uma resposta simples, mas bem relacionada à realidade da comunidade, pode ser mais relevante do que uma produção sofisticada sem conexão com o território.
Documentos extras são obrigatórios?
A organização informa que cartas, registros de participação e outros documentos complementares não são obrigatórios para concluir a inscrição.
Caso o candidato possua materiais que comprovem participação em ações sociais, projetos comunitários ou outras experiências, eles podem ser anexados e considerados na avaliação.
A página de orientações permite anexar até quatro documentos complementares e informa que esse material pode ser pontuado na segunda etapa.
Assim, quem nunca participou formalmente de uma organização ainda pode fazer a inscrição.
O mais importante é preencher corretamente as informações obrigatórias e apresentar o material solicitado.
Seleção terá duas etapas
O processo não funciona por ordem de inscrição.
Enviar o formulário primeiro não garante uma das bolsas.
O MDS informa que a seleção ocorre em duas etapas, com avaliação de diferentes aspectos do perfil dos candidatos.
Entre os pontos considerados estão:
- trajetória;
- engajamento;
- criatividade;
- capacidade de comunicação;
- mobilização no território.
A ficha de inscrição e o conteúdo audiovisual enviado pelo jovem ajudam a organização a identificar quem possui maior aderência à proposta do projeto.
Por isso, é recomendável dedicar atenção às respostas do formulário e ao vídeo ou áudio.
O que os selecionados terão que fazer?
A bolsa está ligada à participação efetiva nas atividades.
As orientações do projeto preveem dois encontros virtuais, que juntos podem somar até seis horas, além de um encontro presencial de um dia na capital do participante.
Também será necessário desenvolver uma ação de mobilização no próprio território.
O trabalho envolve atividades como formação, mapeamento das comunidades e produção de ações de comunicação sobre alimentação adequada e saudável.
A iniciativa nacional foi estruturada em diferentes etapas, que incluem cartografia do território, oficinas presenciais, ativação comunitária, produção de materiais e articulação entre jovens das várias regiões do país.
Portanto, a bolsa não é um auxílio pago apenas pela inscrição ou aprovação.
O recebimento está associado ao cumprimento da participação prevista.
Por que o projeto fala tanto em alimentação nas periferias?

O Comer Pra Quê nas Periferias está relacionado às políticas federais de segurança alimentar e à Estratégia Alimenta Cidades.
O objetivo é discutir não apenas a existência ou falta de alimentos, mas também a qualidade da alimentação disponível nas regiões urbanas.
Entre os problemas observados estão dificuldade de acesso a alimentos adequados e saudáveis, desigualdades territoriais e presença crescente de produtos ultraprocessados na alimentação dos jovens.
Segundo o MDS, a iniciativa nasceu como um desdobramento da Estratégia Alimenta Cidades e do Plano Brasil Sem Fome.
A comunicação popular aparece como uma das ferramentas para transformar temas técnicos em mensagens próximas da realidade das comunidades.
Até quando é possível se inscrever?
O novo prazo divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social vai até 21 de setembro de 2026.
A prorrogação foi anunciada oficialmente em 4 de setembro.
Quem pretende participar deve evitar deixar a inscrição para as últimas horas.
Isso é especialmente importante porque o formulário exige o envio ou disponibilização de um vídeo ou áudio, além do preenchimento das informações pessoais.
Antes de finalizar, é recomendável testar o link do conteúdo para confirmar que ele pode ser aberto pela equipe avaliadora.
A própria organização orienta os candidatos a verificar o acesso ao arquivo antes do envio.
Onde tirar dúvidas sobre a inscrição?
O projeto disponibiliza atendimento por WhatsApp para quem encontrar dificuldades durante o processo.
O número informado é (21) 96772-0557.
O canal recebe somente mensagens e não ligações. Também é disponibilizado o e-mail comerpraque@ufla.br para contato com a equipe.
O interessado deve procurar ajuda especialmente se tiver dúvida sobre o edital da sua capital, envio de documentos ou compartilhamento do vídeo e do áudio.
Inscrição prorrogada amplia chance para jovens das periferias
A extensão do prazo até 21 de setembro abre uma nova oportunidade para jovens que ainda não concluíram a candidatura ao Comer Pra Quê nas Periferias.
A proposta vai além do pagamento da bolsa de R$ 700. Os participantes selecionados terão contato com formação, comunicação, mobilização social e discussões sobre o direito à alimentação adequada.
Antes de se inscrever, entretanto, é importante entender três pontos: a bolsa corresponde a R$ 700 no total, divididos em duas parcelas de R$ 350; existem também vagas voluntárias; e a situação das inscrições deve ser conferida no edital específico de cada capital.
Para aumentar as chances de avançar no processo, o candidato deve preencher o formulário com atenção e apresentar no vídeo ou áudio uma reflexão que realmente dialogue com a realidade da comunidade onde vive.
Perguntas frequentes
Qual é o valor da bolsa?
A bolsa total é de R$ 700, dividida em duas parcelas de R$ 350.
Quem pode participar?
A seleção é direcionada a jovens de 18 a 29 anos residentes nas capitais brasileiras, com foco nas juventudes das periferias.
Quantas bolsas existem?
O projeto prevê até 20 bolsistas por capital, podendo alcançar até 540 participantes na modalidade remunerada no desenho nacional.
Quem for selecionado recebe R$ 700 por mês?
Não. Os R$ 700 correspondem ao valor total previsto, dividido em duas parcelas.
É necessário enviar vídeo?
O processo prevê um conteúdo autoral de até dois minutos, que pode ser apresentado em vídeo ou áudio.
Até quando vão as inscrições?
O MDS prorrogou o prazo geral até 21 de setembro de 2026, mas é importante consultar o edital específico da capital, pois a página do processo seletivo pode indicar situações locais diferentes.
É necessário ter conta bancária?
Sim. Para receber a bolsa, o selecionado precisa possuir conta bancária em seu próprio nome.
A seleção é por ordem de inscrição?
Não. O processo possui duas etapas e avalia trajetória, engajamento, criatividade, comunicação e capacidade de mobilização.
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