O Banco Mundial anunciou nesta segunda-feira (19) uma estratégia para ampliar a conectividade e tornar a tecnologia mais acessível nos países em desenvolvimento. O plano prevê fortalecer a infraestrutura digital e reduzir os preços de smartphones de entrada e de serviços de banda larga.
A iniciativa também busca expandir o uso de serviços digitais e a capacitação tecnológica da população, além de avaliar aplicações específicas de inteligência artificial. Para a instituição, essas ferramentas podem ajudar economias com recursos limitados a elevar a produtividade e gerar empregos.
“A tecnologia digital pode ajudar os países a criar empregos e fazer com que recursos escassos rendam mais”, afirmou o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga. Segundo ele, aproveitar esse potencial requer uma abordagem abrangente, com conectividade confiável, dispositivos acessíveis, competências digitais e serviços úteis.
Desafio no mercado de trabalho
A estratégia foi anunciada diante de um desafio demográfico: nos países em desenvolvimento, 1,2 bilhão de pessoas devem atingir a idade de trabalhar nos próximos 10 a 15 anos. No mesmo período, essas economias deverão criar cerca de 420 milhões de postos de trabalho, conforme projeções citadas pelo banco.
O Banco Mundial aponta que a diferença entre o crescimento da população em idade ativa e a geração prevista de vagas reforça a necessidade de usar a tecnologia para apoiar o crescimento econômico e aproveitar melhor os recursos disponíveis.
Diferença no acesso à internet
Os dados apresentados pela instituição indicam que 23% dos moradores de países de baixa renda utilizam a internet, ante 94% nas nações de alta renda. Reduzir essa desigualdade está entre os objetivos centrais da estratégia.

