Arqueólogos encontraram uma civilização muito mais antiga do que as Pirâmides do Egito, e a descoberta muda o que se ensinava sobre as Américas

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Uma descoberta arqueológica no Canadá voltou a chamar atenção de pesquisadores após revelar sinais de ocupação humana muito mais antigos do que se imaginava para a região. O sítio encontrado na província de Saskatchewan tem cerca de 11 mil anos e apresenta indícios de uma comunidade estável formada pouco depois do fim da última Era Glacial.

A descoberta ganhou repercussão porque desafia antigas teorias sobre o povoamento das Américas.

Segundo arqueólogos envolvidos nas escavações, o assentamento é anterior a construções históricas famosas como as Pirâmides do Egito e até mesmo Stonehenge.

Escavações revelaram sinais de ocupação permanente

Pesquisadores encontraram ferramentas de pedra, restos de fabricação de utensílios e áreas usadas repetidamente para fogueiras.

As camadas acumuladas de carvão vegetal indicam que o fogo era controlado de forma contínua pelos habitantes da região.

Para arqueólogos, isso reforça a ideia de que o local não funcionava apenas como um acampamento temporário de caça.

Descoberta muda visão antiga sobre povos indígenas

Durante muitos anos, parte dos estudos apontava que os primeiros povos das Américas permaneceram nômades por um longo período antes de criarem assentamentos mais estáveis.

A nova descoberta sugere um cenário diferente, com sinais de permanência prolongada na mesma região durante centenas de anos.

Isso reacendeu debates sobre como ocorreu a ocupação humana no continente norte-americano após o recuo das geleiras.

Ossadas de animal extinto ajudaram pesquisadores

Entre os materiais encontrados no local estavam restos do Bison antiquus, espécie extinta semelhante aos bisões atuais.

Os pesquisadores acreditam que o animal era uma das principais fontes de alimento da comunidade.

O relevo da região também teria favorecido estratégias de caça e encurralamento dos animais, ajudando na fixação dos grupos humanos no território.

Descoberta reacendeu debates históricos

A pesquisa começou a ganhar mais repercussão após voltar a circular nas redes sociais e em fóruns ligados à arqueologia.

Especialistas destacaram que o assentamento surgiu em um período marcado por fortes mudanças ambientais no continente.

O caso também levantou novas discussões sobre teorias tradicionais envolvendo a chegada dos primeiros povos às Américas.

Comunidade indígena da região acompanha estudo

A área fica próxima da comunidade indígena Sturgeon Lake First Nation, localizada em Saskatchewan.

Representantes locais afirmam que tradições orais preservadas há gerações já descreviam uma presença ancestral antiga na região.

A comunidade também destacou que a descoberta ajuda a reforçar a continuidade histórica, cultural e territorial dos povos indígenas locais ao longo de milhares de anos.

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