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Brasil

Anvisa aprova 12 canetas para diabetes tipo 2 e obesidade em 2026

A Anvisa concedeu 12 registros a medicamentos em canetas com semaglutida ou liraglutida em 2026, ampliando as opções para diabetes tipo 2 e obesidade.

Anvisa aprova 12 canetas para diabetes tipo 2 e obesidade em 2026

O mercado brasileiro de medicamentos injetáveis para diabetes tipo 2 e obesidade passou a contar com 12 novas opções em 2026. Ao longo do ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu registros a medicamentos em canetas com semaglutida ou liraglutida como princípio ativo.

A maior parte das aprovações envolve a semaglutida. As demais correspondem a duas versões genéricas de liraglutida. Embora utilizem as mesmas substâncias em alguns casos, os produtos não são automaticamente equivalentes: eles podem ter indicações, concentrações, formas de administração e condições de registro diferentes.

Semaglutida concentra aprovações

Dez medicamentos com semaglutida receberam registro da Anvisa em 2026. A substância é um agonista do receptor de GLP-1, hormônio relacionado ao controle da glicose e da saciedade. Sua ação contribui para reduzir a glicemia e o apetite e retardar o esvaziamento do estômago.

O primeiro registro foi concedido em maio ao Ozivy, da EMS, indicado para adultos com diabetes tipo 2 que não apresentam controle adequado da doença. Em julho, foram aprovados Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema, também destinados ao tratamento do diabetes tipo 2.

Em agosto, a agência autorizou versões genéricas e similares, incluindo o primeiro genérico de semaglutida da EMS, o Semaclique, da Germed, outro genérico da mesma empresa e o Yluméc, da EMS, registrado como similar. Os medicamentos utilizam a mesma substância presente no Ozempic.

Fim da patente abriu espaço para concorrentes

A patente da semaglutida no Brasil expirou em 20 de março de 2026. Depois disso, outras empresas puderam desenvolver e solicitar registros, desde que cumprissem os requisitos regulatórios. Cada pedido, porém, precisou ser analisado individualmente pela Anvisa quanto à qualidade, segurança e eficácia.

A chegada de concorrentes pode ampliar a oferta e pressionar os preços. A disponibilidade nas farmácias, contudo, também depende de decisões comerciais das fabricantes, como preço, lançamento e distribuição.

Liraglutida tem aplicação diária

Em setembro, a EMS obteve o registro de dois genéricos de liraglutida, ambos com concentração de 6 mg/mL. O Olire é destinado ao controle crônico do peso em adultos e adolescentes, enquanto o Lirux é indicado para o tratamento do diabetes tipo 2.

A liraglutida também pertence à classe dos agonistas de GLP-1, mas sua administração é diária. Nas apresentações aprovadas para essas indicações, a semaglutida é geralmente aplicada uma vez por semana.

A escolha do tratamento deve considerar indicação aprovada, outras doenças, resposta, efeitos adversos, contraindicações e possibilidade de manutenção. A troca entre canetas deve ocorrer somente com orientação profissional.