O submarino Almirante Karam (S43) concluiu sua primeira imersão estática na área marítima de Itacuruçá, perto do Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro. A etapa integra a série de avaliações antes da incorporação da embarcação ao setor operativo da Marinha do Brasil, prevista para o segundo semestre de 2027.
O teste foi feito sem o uso da propulsão. A avaliação verificou o comportamento do submarino na água, a estanqueidade do casco e o funcionamento dos sistemas de bordo. Durante o procedimento, a água do mar entra nos tanques de lastro por aberturas chamadas suspiros, enquanto militares, engenheiros e técnicos acompanham o equilíbrio, o peso e a inclinação da embarcação.
Pesos distribuídos pelo submarino também podem ser deslocados para medir inclinações transversal e longitudinal. Os dados ajudam a determinar o deslocamento e as condições de equilíbrio, além de permitir a comparação com os resultados previstos na fase de projeto.
O comandante, capitão de fragata Leandro Amaral, afirmou que a etapa também permite à tripulação conhecer na prática o comportamento do novo submarino. Segundo ele, a autonomia pode chegar a 70 dias, conforme a missão e as condições de operação. A embarcação será operada por 42 tripulantes.
As próximas avaliações incluem navegação na superfície, imersão dinâmica e testes de propulsão, lemes e equipamentos de navegação, comunicação e detecção.
O Karam é o quarto submarino convencional de propulsão diesel-elétrica do PROSUB, programa que prevê quatro embarcações da Classe Riachuelo. Riachuelo (S40), Humaitá (S41) e Tonelero (S42) já foram incorporados à Marinha. Construído no Brasil pela Itaguaí Construções Navais, o Karam foi batizado e lançado ao mar em 26 de novembro de 2025. O projeto é baseado no francês Scorpène, com adaptações para as necessidades operacionais da Marinha.
Com a conclusão da imersão estática, o submarino seguirá para outras etapas de avaliação. O comandante afirmou que a embarcação poderá lançar torpedos, mísseis e minas submarinas e contribuir para a proteção da Amazônia Azul. O programa também prepara a construção do Submarino Nuclear Convencionalmente Armado Álvaro Alberto.
