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Alliana promete compensar clientes afetados pela quebra do Ueno Bank

O presidente não detalhou como pretende cobrir valores acima do limite legal do FGD. O Banco Central já iniciou pagamentos a clientes do banco.

Alliana promete compensar clientes afetados pela quebra do Ueno Bank

O presidente do Paraguai, Pedro Alliana, prometeu compensar integralmente os clientes prejudicados pela quebra do Ueno Bank. A declaração foi feita nesta sexta-feira (6), em seu primeiro discurso após tomar posse no Congresso, poucas horas depois da aprovação do impeachment de seu antecessor, Santiago Peña.

“Os compatriotas que hoje atravessam um momento difícil em consequência do colapso financeiro serão integralmente compensados. Não vamos deixá-los sozinhos”, afirmou Alliana. Ele disse ter determinado medidas imediatas de apoio e pediu prioridade às famílias de baixa renda.

O presidente também cobrou resultados dos integrantes do governo encarregados da resposta à crise bancária. “Não quero ninguém indeciso encarregado desta missão. Quero resultados”, declarou. Alliana, porém, não informou um cronograma nem explicou como pretende cobrir depósitos acima do limite previsto pelo Fundo de Garantia de Depósitos (FGD).

O Banco Central do Paraguai já havia iniciado a devolução de recursos por meio do FGD. Até sexta-feira, aproximadamente 722 mil pessoas haviam recebido transferências que somaram mais de 197 bilhões de guaranis (R$ 174 milhões). A primeira etapa contemplou clientes com depósitos de até 10 milhões de guaranis (R$ 8,8 mil), sem dívidas com o banco e com contas em outras instituições.

A legislação cobre até 228,3 milhões de guaranis (R$ 201,3 mil) por cliente e por instituição. Para valores acima desse teto, a recuperação depende dos procedimentos de recuperação de ativos e da resolução do banco. O Banco Central anunciou ainda antecipações de até 40 salários mínimos, equivalentes a aproximadamente 121,7 milhões de guaranis (R$ 107,3 mil).

O Ueno Bank tinha aproximadamente 3 milhões de clientes e administrava centenas de milhões de dólares em recursos públicos, incluindo valores do Instituto de Previdência Social. A crise provocou manifestações em Assunção e em outras cidades, com clientes exigindo acesso aos depósitos e responsabilização por irregularidades financeiras.

Ao assumir, Alliana também defendeu ações urgentes para enfrentar problemas econômicos e institucionais, prometeu reduzir gastos públicos e cobrou maior presença de ministros nas regiões do país. Aos 52 anos, deverá concluir o mandato iniciado por Peña em agosto de 2023, previsto para terminar em 15 de agosto de 2028.