Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa pela Presidência da República, disseram que o resultado do segundo turno foi “completamente inesperado”. O clima no QG da campanha, em Brasília, ficou tenso quando cerca de 80% das urnas estavam apuradas e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seguia à frente na contagem.
Com a liderança de Lula, Flávio deixou a sala principal, onde um telão exibia a apuração, e foi para um espaço reservado. Ele estava acompanhado do coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho (PL), e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Os três acompanharam juntos o resultado final por cerca de uma hora. Antes, Flávio já havia saído da sala principal para rezar durante a apuração, de acordo com o relato de pessoas presentes no QG.
Aliados próximos citaram fatores que, na avaliação deles, ajudam a explicar a decepção com o resultado. Entre eles estão a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de prorrogar o encerramento da votação em alguns locais e a diminuição da abstenção entre os turnos.
O índice de abstenção caiu de 21,08% no primeiro turno para 19,21% no segundo. Pessoas próximas a Flávio também mencionaram, nas conversas após o resultado, o aumento da votação de Lula na região Nordeste.

