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AIE prevê oferta restrita de diesel até o primeiro semestre de 2027

A AIE aponta perdas nas exportações e estoques em queda. A melhora do mercado é esperada apenas na segunda metade de 2027.

AIE prevê oferta restrita de diesel até o primeiro semestre de 2027

A oferta limitada de diesel pode manter os preços elevados e dificultar o abastecimento até 2027, alerta a Agência Internacional de Energia (AIE). Em relatório divulgado nesta quarta-feira (14), a agência atribuiu a pressão sobre o mercado às perdas nas exportações ligadas aos conflitos no Oriente Médio e na Rússia.

A recuperação das refinarias, prevista para o fim de 2026, deve ampliar a oferta, mas não bastará para compensar o déficit acumulado. A AIE projeta que o mercado de gasóleo continue restrito no primeiro semestre de 2027, com melhora esperada na segunda metade do ano.

As exportações de diesel do Oriente Médio e da Rússia caíram, juntas, 1,3 milhão de barris por dia em setembro. O volume corresponde a cerca de 4,5% da demanda global de diesel e gasóleo prevista para 2026. Os estoques também diminuíram em um período em que normalmente começariam a subir; sem solução para os conflitos, a agência prevê dificuldades de abastecimento nos próximos meses.

Como o diesel é usado no transporte de cargas, na agricultura e na indústria, preços mais altos podem encarecer a produção e a distribuição e pressionar a inflação. A AIE afirma que os preços recordes já afetam a renda real e a atividade econômica.

Os países membros da agência concordaram em março em liberar petróleo de suas reservas emergenciais. O volume anunciado passou de 400 milhões para 426 milhões de barris; até o fim de setembro, 331 milhões haviam sido liberados. Naquele mês, o ritmo caiu para cerca de 270 mil barris por dia, ante média de 2,2 milhões entre março e junho.

Em setembro, as margens de refino do diesel chegaram a quase US$ 95 por barril, recorde segundo a AIE. A agência também estima queda de 5,8 milhões de barris diários na oferta global de petróleo em 2026 e alta de 7,7 milhões em 2027. A demanda deverá recuar 2,6 milhões de barris por dia neste ano.

Assuntos: AIEdieselprevê