A África do Sul não vai proibir de forma geral a importação de frango e outros produtos avícolas do Brasil. A restrição vale para remessas de estabelecimentos onde foram registrados focos da doença de Newcastle, informou o Ministério da Agricultura nesta quarta-feira (28).
O comércio de carne fresca de aves, ovos para incubação e pintinhos de um dia poderá continuar, conforme os certificados sanitários veterinários acordados entre os dois países e os requisitos de importação.
A África do Sul importa cerca de um quinto do consumo anual de aves, e o Brasil responde por pelo menos 70% das importações sul-africanas. O país africano informou ter recebido das autoridades brasileiras, em 20 de outubro, a notificação sobre o surto inicial em Santa Catarina.
Na terça-feira (27), o governo brasileiro anunciou um terceiro foco da doença em uma granja avícola de Nova Erechim (SC). O primeiro havia sido confirmado em 18 de outubro, em Nova Itaberaba. Segundo o Ministério da Agricultura, as medidas sanitárias nessa propriedade foram concluídas.
O segundo caso foi registrado em 24 de outubro, em Coronel Freitas. O despovoamento sanitário foi concluído, mas os trabalhos de limpeza e desinfecção continuam.
China, Arábia Saudita e Chile também restringiram importações brasileiras provenientes de Santa Catarina, enquanto Malásia e México proibiram compras de todo o Brasil, de acordo com o Ministério da Agricultura.
A doença de Newcastle é uma infecção viral altamente contagiosa que afeta aves. Em humanos, a infecção é rara e pode causar conjuntivite leve e passageira, sobretudo em pessoas com contato direto com aves infectadas ou secreções.

