Os acionistas do Grupo Casas Bahia (BHIA3) aprovaram, na segunda-feira (19), a ratificação do pedido de recuperação judicial da companhia e de determinadas subsidiárias. A decisão foi tomada em assembleia geral extraordinária, mas não representa autorização definitiva para o início do processo: o pedido ainda está sob análise da Justiça de São Paulo.
A empresa apresentou a solicitação em 16 de agosto de 2026, informando passivo de aproximadamente R$ 17,3 bilhões. Até o momento, o juízo responsável não decidiu se autoriza o processamento da recuperação judicial nem se aceitará o pedido nos termos apresentados.
Enquanto aguarda a decisão, a varejista permanece protegida por medidas concedidas pela Justiça em 28 de agosto. A tutela suspendeu por 180 dias ações e execuções contra a companhia e as subsidiárias abrangidas, além de impedir novos bloqueios de bens, conforme os termos da decisão. O prazo é contado retroativamente a 19 de agosto.
Em 20 de agosto, a Justiça determinou uma constatação prévia para avaliar se a companhia reúne condições para ingressar no processo. A análise inclui documentos e demonstrações financeiras, além de verificações sobre lojas, centros de distribuição e comércio eletrônico. A empresa ressalta que não há garantia de deferimento nos termos solicitados.
O pedido veio após tentativas de reestruturação fora dos tribunais. A companhia atribui suas dificuldades a desafios na integração das operações, investimentos em tecnologia, logística e digitalização e ao aumento do custo do financiamento em um cenário de juros elevados.
Segundo a empresa, a recuperação judicial busca reorganizar as dívidas sem interromper as atividades. O pedido envolve uma operação relacionada a mais de 20 mil empregos diretos e que atende mais de 105 milhões de consumidores no país.

