Após suspeitar de abuso do filho, mulher mata homem e esconde parte do corpo

Agentes encontraram a cabeça de um homem em uma mochila dentro de um apartamento na manhã de domingo.

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Um crime em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, resultou na prisão em flagrante de uma mulher de 24 anos na manhã de domingo (29/09). A suspeita assassinou um homem de 32 anos no interior de um apartamento localizado no bairro Chácara Cuiabá.

A vítima e a mulher mantinham um relacionamento recente. O boletim de ocorrência da Polícia Militar indica que os dois indivíduos, acompanhados de um amigo não identificado, frequentaram um bar e viajaram até a cidade de Suzano antes do ataque. A investigação preliminar aponta o consumo de álcool e drogas durante o trajeto noturno.

Após o retorno ao imóvel, a mulher atacou o homem com golpes de faca. A ação ocorreu enquanto a vítima dormia no sofá da residência. A suspeita justificou o ato com a alegação de que o companheiro tentou abusar do filho dela, uma criança de 2 anos.

Alteração da Cena e Ocultação de Cadáver

A mulher executou ações para alterar o ambiente após o assassinato. O registro da corporação policial detalha as seguintes etapas realizadas pela suspeita no interior do apartamento:

  • Remoção da cabeça do corpo do homem.
  • Armazenamento da parte decapitada dentro de uma mochila posicionada na sala.
  • Movimentação do restante do corpo até o banheiro do imóvel.
  • Lavagem da faca utilizada no ataque diretamente na pia.
  • Limpeza rigorosa do chão da residência com o uso de água e sabão.

Na sequência, a suspeita enviou mensagens de texto para familiares e conhecidos com relatos sobre o ocorrido. A mãe da mulher leu as informações e acionou as viaturas da Polícia Militar. Os agentes entraram no apartamento, encontraram a mochila na sala e o corpo no banheiro, e efetuaram a prisão imediata da moradora.

As Consequências e os Próximos Passos

A Polícia Civil assumiu o inquérito e investiga a veracidade da versão apresentada pela mulher sobre a tentativa de abuso contra a criança de 2 anos. Até o momento, as autoridades declararam que não há confirmação técnica dessa justificativa.

O registro formal tipifica a ocorrência com as seguintes infrações penais:

  • Homicídio qualificado.
  • Ocultação de cadáver.
  • Fraude processual.

Os delegados responsáveis solicitaram ao judiciário a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva. A mulher de 24 anos aguarda a decisão e permanece presa à disposição da Justiça do estado.

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