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Zambelli anuncia nova campanha após plataforma cancelar vaquinha

A campanha anterior previa contribuições de R$ 50, e a ex-deputada afirma que os valores recebidos foram reembolsados. Ela diz que busca arrecadar para custear despesas na Itália.

Zambelli anuncia nova campanha após plataforma cancelar vaquinha

A ex-deputada federal Carla Zambelli afirmou que uma plataforma brasileira retirou do ar a comunidade criada para receber contribuições e reembolsou todas as inscrições. Ela disse que ainda não sabe o motivo do cancelamento e anunciou que passará a divulgar uma campanha em uma plataforma internacional.

A iniciativa anterior previa cobranças de R$ 50 por participante. Em vídeo publicado nas redes sociais na noite de terça-feira (3), Zambelli disse que a página aparecia sem inscritos e relatou: “Todas as inscrições foram devolvidas, foram reembolsadas e foram canceladas”. A nova plataforma permite doações anônimas.

Zambelli afirmou que os valores arrecadados na campanha internacional serão usados para ajudá-la a se manter na Itália. Segundo ela, as contribuições recebidas anteriormente foram encaminhadas diretamente ao advogado que a auxilia no país, identificado como Peremilio São Marco.

A ex-parlamentar alegou que não consegue abrir uma conta bancária na Itália e, por isso, não pode trabalhar formalmente. Atribuiu a dificuldade à inclusão de seu nome na lista da Interpol e à tipificação penal relacionada ao caso em que foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ela disse que seu advogado está protocolando um pedido para retirar o alerta ligado ao caso.

Zambelli afirmou ter cidadania italiana e documentos necessários para viver no país, mas disse que a situação envolvendo seu nome dificulta a abertura de contas. “Eu não tenho vergonha nem de trabalhar e nem de pedir ajuda”, declarou.

Ela deixou o Brasil em junho de 2025, após condenação pelo STF, e foi presa na Itália no fim de julho daquele ano. Passou meses detida e, desde maio de 2026, responde em liberdade no país.

Em um dos processos, recebeu pena de 10 anos de prisão por participação na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de documentos falsos.

Em outro, foi condenada a cinco anos e três meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, após perseguir um jornalista armado na véspera do segundo turno das eleições de 2022.