# Voto não deve substituir competência em decisões profissionais, defende artigo

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- Published: 2026-11-03T11:05:53-03:00
- Author: Felip trends

Publicações que incentivam demissões por causa do voto de empregados começaram a
circular nas redes sociais após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
O artigo questiona a prática por seus possíveis efeitos econômicos, morais e legais.

Na avaliação econômica apresentada no texto, usar a preferência política como critério
para uma função sem relação com o voto pode prejudicar a qualidade do serviço e 
a eficiência. Com base em Milton Friedman, autor de _Capitalismo e Liberdade_, o
artigo argumenta que empresários que discriminam por fatores alheios à produtividade
arcam com os custos dessa escolha e podem ser penalizados pelo mercado. Também alerta
que trabalhadores podem ocultar ou mentir sobre seu voto para conseguir uma vaga,
comprometendo a confiança.

“Eu sou absolutamente contra demissões em razão de ideologia política. Já tive excelentes
funcionários e sócios de diferentes ideologias”, afirma Samer Agi, ex-juiz do Tribunal
de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios e empresário.

O texto relaciona a dispensa por voto à “acepção de pessoas”, conceito que Tomás
de Aquino associa a uma injustiça. Também recorre ao filósofo Alasdair MacIntyre
para argumentar que instituições se corrompem quando priorizam poder, prestígio 
ou dinheiro em detrimento da excelência no trabalho.

Sobre a dimensão legal, o artigo cita o artigo 5º, inciso VIII, da Constituição,
segundo o qual ninguém será privado de direitos por motivo de convicção política.
Ressalva que não há lei específica sobre o tema e afirma que a Justiça do Trabalho
tem tratado dispensas motivadas por convicções políticas como discriminatórias. 
A conclusão defendida é que a competência, e não o voto, deve orientar escolhas 
profissionais.
