Durante a Semana Santa, a procura por peixes e frutos do mar cresce em todo o país. Com isso, aumenta também a preocupação com a qualidade desses produtos, já que eles exigem cuidados específicos desde a compra até o consumo.
Mesmo sendo uma tradição comum nessa época, nem todo mundo sabe como identificar se o alimento está em boas condições. Pequenos erros podem comprometer a saúde e transformar um momento de celebração em um problema.
O que a Vigilância Sanitária alerta sobre a compra de peixe
Órgãos de saúde reforçaram orientações importantes para quem pretende consumir pescado na Semana Santa. O principal objetivo é evitar casos de intoxicação alimentar, que costumam aumentar quando a manipulação não é feita corretamente.
Como peixes e frutos do mar estragam com facilidade, a atenção deve começar já no momento da escolha. Produtos fora da temperatura adequada ou com aparência alterada podem indicar risco.
Entre os sinais de que o peixe está próprio para consumo, estão:
- Carne firme ao toque
- Escamas bem presas à pele
- Olhos claros e brilhantes
- Guelras com coloração avermelhada
- Cheiro leve, típico de peixe fresco
Por outro lado, é importante evitar alimentos com odor forte, parecido com amônia, ou que estejam expostos sem refrigeração adequada.
Cuidados com armazenamento e conservação
Depois da compra, o cuidado precisa continuar em casa. O ideal é guardar o peixe o mais rápido possível na geladeira, sempre em recipiente fechado para evitar contaminação.
Antes de armazenar, é recomendado limpar o alimento, retirando partes internas e resíduos. Isso ajuda a conservar melhor o produto e reduz riscos.
Algumas orientações simples ajudam a manter a qualidade:
- Peixe cru deve ser consumido em até 24 horas
- Preparações prontas podem ficar refrigeradas por até três dias
- Produtos congelados não devem apresentar sinais de descongelamento
No caso do bacalhau, o processo de retirada do sal deve ser feito dentro da geladeira, nunca em temperatura ambiente.
Higiene no preparo faz diferença
A etapa de preparo também é essencial para evitar problemas. A manipulação inadequada pode facilitar a presença de bactérias que causam doenças.
Medidas simples já ajudam bastante:
- Lavar bem as mãos antes e depois de mexer no alimento
- Higienizar utensílios e superfícies
- Evitar contato entre alimentos crus e já prontos
Esses cuidados reduzem o risco de contaminação cruzada, que é quando microrganismos passam de um alimento para outro.
Entenda os riscos de consumir peixe mal conservado
Quando o pescado não é armazenado ou preparado corretamente, pode provocar intoxicação alimentar. Os sintomas mais comuns incluem enjoo, vômito e diarreia.
Em situações mais graves, pode ser necessário atendimento médico. Isso acontece porque o peixe, apesar de nutritivo, é um alimento sensível que pode acumular bactérias rapidamente.
Por isso, especialistas recomendam planejar a compra e preparar o alimento o mais próximo possível do momento de consumo. Pratos frios devem ficar refrigerados até a hora de servir.
Caso o consumidor encontre irregularidades, como produtos em más condições ou locais sem higiene adequada, a orientação é comunicar a Vigilância Sanitária da cidade.
