# Universidade anuncia primeiro porco geneticamente modificado da América Latina voltado a pesquisas de transplante

- Link: https://nordeste7.com.br/universidade-anuncia-primeiro-porco-geneticamente-modificado-da-america-latina-voltado-a-pesquisas-de-transplante/
- Published: 2026-07-05T00:30:22-03:00
- Author: Felip trends

Nos últimos anos, a ciência tem buscado soluções para um problema que afeta milhares
de pessoas ao redor do mundo: a dificuldade em conseguir órgãos para transplante.
Esse cenário tem levado pesquisadores a explorar caminhos inovadores, que antes 
pareciam distantes da realidade.

Entre essas alternativas, estudos envolvendo engenharia genética e uso de animais
em [pesquisas](https://nordeste7.com.br/tres-plantas-comuns-que-podem-ser-cultivadas-em-casa-liberam-compostos-que-repelem-o-mosquito-da-dengue-e-tem-respaldo-em-pesquisas-do-sus/)
médicas têm ganhado espaço. A proposta desperta curiosidade, mas também levanta 
dúvidas sobre como essas tecnologias podem ser aplicadas no futuro.

## 󠀁[Primeiro](https://nordeste7.com.br/no-primeiro-fim-de-semana-depois-do-termino-a-influenciadora-viajou-para-dubai-postou-indiretas-e-mostrou-que-seguiu-em-frente-antes-do-esperado/)󠁿 porco modificado para transplantes nasce na 󠀁[América](https://nordeste7.com.br/melhor-pizzaria-da-america-latina-fica-no-brasil-veja-o-ranking-das-50-melhores/)󠁿 󠀁[Latina](https://nordeste7.com.br/cidade-brasileira-com-milhoes-de-habitantes-e-eleita-a-mais-feliz-da-america-latina-aponta-ranking-internacional/)󠁿

Um avanço importante foi registrado na Argentina, onde pesquisadores anunciaram 
o nascimento do primeiro porco [geneticamente](https://nordeste7.com.br/vacas-foram-abandonadas-em-uma-ilha-desabitada-ha-130-anos-e-o-que-os-cientistas-encontraram-quando-foram-estuda-las-geneticamente-surpreendeu-ate-os-especialistas/)
modificado da América Latina com foco em estudos de transplante. O trabalho foi 
conduzido pela Faculdade de Ciências Veterinárias da Universidade de Buenos Aires,
em parceria com a Universidade Nacional de San Martín e a empresa CrofaBiotech.

Esse tipo de desenvolvimento já havia sido alcançado apenas em países como Estados
Unidos e China. Por isso, o caso argentino é considerado um marco regional na área
de biotecnologia aplicada à saúde.

O animal foi criado com alterações específicas no DNA para reduzir a rejeição do
organismo humano em futuros testes. Esse processo faz parte de um campo chamado 
xenotransplante, que estuda o uso de órgãos de animais em pessoas.

## Como a modificação genética tenta reduzir a rejeição do organismo

Um dos maiores desafios nesse tipo de pesquisa é o sistema imunológico humano. Quando
um órgão estranho entra no corpo, a tendência natural é que ele seja atacado e destruído
rapidamente.

Para tentar contornar esse problema, os cientistas trabalharam com a técnica conhecida
como triplo knockout. Nesse método, três genes ligados à rejeição foram desativados
nas células do animal.

Essas células modificadas foram usadas para gerar embriões, que depois foram implantados
em uma porca. O processo envolveu uma técnica cirúrgica pouco invasiva e incluiu
a implantação de cerca de 120 embriões editados.

O nascimento do primeiro leitão ocorreu após esse procedimento, e outras gestações
já estão em andamento com novos clones sendo desenvolvidos.

## Por que os porcos são usados nesse tipo de pesquisa

Os porcos são considerados bons candidatos para estudos de transplante por alguns
motivos importantes:

 * possuem órgãos com tamanho e funcionamento semelhantes aos humanos
 * têm crescimento rápido e reprodução eficiente
 * apresentam estrutura fisiológica compatível com vários sistemas do corpo humano

Mesmo com essas vantagens, ainda existem obstáculos. Um deles é o tamanho dos órgãos,
já que porcos adultos podem ultrapassar 200 quilos, o que exige adaptações para 
uso em humanos.

Por isso, os pesquisadores já planejam novas alterações genéticas, chamadas de knock-
in, para incluir genes que ajudem a controlar o crescimento dos órgãos e melhorar
a compatibilidade.

## Pesquisas ainda estão em fase inicial e exigem testes rigorosos

Apesar do avanço, os próprios cientistas reforçam que a aplicação em humanos ainda
não é realidade. Antes disso, será necessário passar por uma série de estudos para
garantir segurança e funcionamento adequado dos órgãos.

Na Argentina, o órgão responsável por avaliar esses avanços será o INCUCAI, que 
regula transplantes no país. A aprovação depende de resultados consistentes em testes
pré-clínicos.

O contexto global também mostra que o desafio é grande. A Organização Mundial da
Saúde aponta que apenas cerca de 10 por cento da demanda por transplantes é atendida
atualmente. No país sul-americano, milhares de pessoas aguardam por um órgão.

Experimentos anteriores, como transplantes realizados nos Estados Unidos e na China,
mostram que ainda há dificuldades, incluindo rejeição e complicações após o procedimento.
Mesmo assim, cada novo passo ajuda a ampliar o conhecimento nessa área.

[ad_2]
