Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu o Panamá na sexta-feira (9), deixou 27 pessoas levemente feridas e causou danos em diferentes estruturas, incluindo residências, hospitais e rodovias. O tremor também provocou pânico na capital do país.
O abalo ocorreu às 12h56, no horário local, com epicentro a 10 quilômetros de Pitaloza Arriba, na província de Herrera, no centro-sul panamenho, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O diretor do Centro de Operações de Emergências, René García, informou que não havia registros de mortes até o momento.
Segundo o Sistema Nacional de Proteção Civil (Sinaproc), os feridos tiveram lesões leves. Os maiores danos foram registrados nas províncias de Los Santos, Herrera, Veraguas e Coclé. O terremoto atingiu casas, centros educacionais, hospitais, igrejas e prédios governamentais, além de pontes e rodovias.
O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, afirmou que o país enfrenta um grande desastre e mencionou estradas “totalmente destruídas” ou “completamente colapsadas”. Tonosí, localidade de 9 mil habitantes a 360 quilômetros da Cidade do Panamá, está entre as áreas mais afetadas. O ministro da Saúde, Fernando Boyd, disse que o município ficou sem acesso por estrada.
Na capital, milhares de pessoas deixaram edifícios durante o tremor, que foi sentido por quase um minuto. O aeroporto de Tocumen foi fechado temporariamente, e voos foram desviados. Já as autoridades do Canal do Panamá informaram que a via operava normalmente.
O USGS revisou a magnitude do terremoto para 7,7, após estimativas iniciais de 8 e, depois, 7,6. As autoridades também registraram mais de 100 tremores secundários. O Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) doou US$ 250 mil para assistência humanitária imediata e disponibilizou outros US$ 50 milhões em uma linha de financiamento para emergências.

