Foi-se o tempo em que o deserto era sinônimo absoluto de infertilidade e impossibilidade. Com o avanço das técnicas agrícolas e da tecnologia ao longo dos anos, o plantio em solos desérticos foi se tornando possível com adaptações. Mas essa tecnologia chinesa não promete uma adaptação a esse tipo de solo, e sim uma transformação completa: transformar areia do deserto em solo fértil em apenas dez meses.
Como a China pode ter descoberto como transformar o deserto em solo fértil
De acordo com o Earth, existe uma camada fina de microrganismos que crescem no solo desértico, camada normalmente conhecida como a “pele viva” do deserto. Cientistas desenvolveram um sistema para reverter completamente a desertificação, transformando areia em fértil usando esses microrganismos criados em laboratório para transformar a areai em uma camada mais estável, que o vento não consegue soprar tão facilmente.
“Essa superfície mais resistente dá tempo às equipes de restauração para plantar arbustos e gramíneas antes que ventos fortes e o calor do deserto acabem com as plantas jovens”, explica o Earth.
A Academia Chinesa de Ciências do país documentou o processo por trás desses experimentos. Testes feitos perto do Deserto de Taklamakan em Xinjiang, no noroeste da China, mostraram que a camada de microrganismos conseguiram estabilizar a areia em um período de dez a 16 meses. Apesar da velocidade, eles continuam focados em primeiro construir a camada de solo para depois ver se plantas conseguem sobreviver sem precisarem ser replantadas repetidamente.
“O monitoramento de longo prazo mostrará se durabilidade, benefícios e efeitos colaterais se mantêm em diferentes desertos e climas”, conclui o Earth.
