Tartaruga-das-galápagos morre aos 141 anos e encerra história centenária em zoológico

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A tartaruga-das-galápagos conhecida como Gramma morreu aos 141 anos no Zoológico de San Diego, na Califórnia. O óbito foi confirmado pela equipe de veterinários e biólogos da instituição, responsável pelos cuidados contínuos do animal ao longo de décadas.

Gramma servia como referência científica para pesquisas internacionais sobre metabolismo de répteis gigantes e longevidade celular em ambiente controlado. Os registros clínicos acumulados durante sua permanência no zoológico ajudaram especialistas a entender melhor o funcionamento de organismos com metabolismo lento.

Segundo a instituição, os dados biológicos coletados a partir do animal continuam integrados a programas globais de monitoramento voltados à preservação de espécies vulneráveis, mesmo após sua morte.

O papel ecológico das tartarugas gigantes nas Galápagos

Nos ecossistemas do arquipélago de origem, no Oceano Pacífico, as tartarugas gigantes funcionam como engenheiras biológicas.

A movimentação e os hábitos alimentares desses animais moldam a vegetação nativa e ajudam a dispersar sementes por áreas áridas e florestais.

Esse processo de manejo natural sustenta a renovação da flora local e contribui para a estabilidade das cadeias alimentares terrestres do arquipélago. É um papel que poucas outras espécies da região conseguem cumprir na mesma escala.

Manter tartarugas gigantes em cativeiro, como fazia o Zoológico de San Diego com Gramma, exige protocolos voltados à preservação da diversidade genética da espécie diante das mudanças climáticas. O trabalho inclui exames veterinários periódicos, o desenvolvimento de metodologias de reprodução assistida em laboratório e o planejamento de ações de restauração de solos degradados, etapa que viabiliza futuras reintroduções monitoradas na natureza.

Ameaças que colocam a espécie em risco

Na natureza, as populações remanescentes de tartarugas gigantes enfrentam a pressão de espécies invasoras introduzidas pela ação humana nos habitats insulares originais. Esses animais exóticos destroem ninhos, quebram ovos e disputam os recursos vegetais que deveriam alimentar os filhotes.

A fragmentação do solo e a perda de áreas nativas agravam ainda mais esse cenário, afetando diretamente a capacidade reprodutiva das linhagens que ainda vivem em liberdade.

Para conter esses riscos, instituições de conservação combatem o tráfico internacional de animais exóticos e a venda de partes corporais de espécies protegidas. As estratégias também envolvem o controle populacional de predadores e competidores nas ilhas, além de programas de educação ambiental voltados a moradores e turistas nas áreas de visitação controlada.

Com a morte de Gramma, o corpo científico do zoológico californiano vai utilizar o material biológico do animal em exames laboratoriais complementares, focados em entender melhor a resistência fisiológica da espécie diante do avanço da idade.

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