Talco de bebê usado por gerações foi tirado das lojas após ser associado a 76 mil casos de câncer

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A Johnson & Johnson propôs um acordo no valor de R$ 28 bilhões em um esforço para resolver cerca de 76 mil processos judiciais nos Estados Unidos. A empresa busca encerrar ações que alegam que seu talco para bebês continha amianto, uma substância cancerígena.

A empresa insiste na segurança de seus produtos, mas as ações judiciais afirmam o contrário. A Johnson & Johnson enfrenta processos judiciais movidos por consumidores que alegam ter desenvolvido câncer após o uso contínuo de produtos à base de talco mineral.

Desde 2009, a Johnson & Johnson enfrenta alegações de contaminação por amianto. A recente oferta de acordo depende da aprovação de advogados que representam 95% dos casos, o que, se aceito, pode resolver a maior parte das reclamações em breve. Em resposta a essas alegações, a empresa já havia alterado a fórmula do talco.

Escândalo 

O escândalo em torno do uso de talco para bebês da Johnson & Johnson intensificou-se nos últimos anos. Descobertas revelaram que o talco, um mineral frequentemente encontrado próximo ao amianto, pode conter essa substância cancerígena. As batalhas judiciais se estenderam por anos.

Em 2022, a Johnson & Johnson anunciou a descontinuação global de seu talco para bebês, um produto icônico nos cuidados infantis. Apesar dessa medida, o número de ações judiciais não parou de crescer, levando à atual oferta de acordo bilionário como tentativa de mitigação.

Se o acordo for aceito, pode haver implicações não apenas para a Johnson & Johnson, mas também para a indústria cosmética em geral. O questionamento sobre a segurança de produtos à base de talco forçou as empresas a reavaliar seus ingredientes e práticas de segurança.

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