Os contratos futuros de soja e milho negociados em Chicago recuaram nesta terça-feira e chegaram aos menores níveis em dois meses e dois meses e meio, respectivamente. A pressão veio da colheita em andamento nos Estados Unidos, com perspectiva de safras recordes, e da liquidação de posições compradas por fundos.
O trigo também caiu, alcançando a menor cotação desde meados de julho. Vendas técnicas e de fundos, além da redução da demanda, pesaram sobre o cereal.
As previsões indicam que o clima favorável à colheita no Meio-Oeste dos Estados Unidos deve continuar pelo menos até o fim desta semana. Agricultores colhem uma safra recorde de soja e uma produção de milho projetada como a segunda maior já registrada no país.
A pressão da colheita superou o efeito da retomada das compras chinesas de soja norte-americana. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos confirmou novas aquisições pelo maior importador mundial.
Jim McCormick, diretor de operações da AgMarket, afirmou que as compras chinesas previstas, de 25 milhões de toneladas métricas, já estariam incorporadas ao mercado. Ele também apontou a pressão tradicional de hedge, ampliada por liquidações de fundos.
O contrato de soja para novembro caiu 5,25 centavos, para US$ 12,4825 por bushel, menor valor desde 26 de agosto. O milho para dezembro recuou 5 centavos, a US$ 4,62 por bushel, menor cotação do contrato desde 12 de agosto.
Já o contrato de trigo para dezembro perdeu 12 centavos e fechou a US$ 6,4325 por bushel, seu menor valor desde 10 de julho.

