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Opinião

Simulação modela possível erosão de apoio a Lula nos dias finais de um pleito

Artigo de Adriano Sampaio apresenta uma simulação condicional de possível erosão de apoio a Lula e ressalta que os resultados não são observações do eleitorado nem previsão de resultado.

Simulação modela possível erosão de apoio a Lula nos dias finais de um pleito

Um exercício de inteligência de mercado da Duplamente Inteligência de Mercado simula como choques narrativos simultâneos poderiam afetar o apoio ao candidato Lula nos três dias finais de um pleito. No cenário-base, o modelo apresenta uma perda líquida central de 3,2 pontos percentuais, ou aproximadamente 3,8 milhões de votos válidos.

Segundo a nota metodológica do artigo, assinado por Adriano Sampaio, esse resultado depende das premissas adotadas, entre elas alta exposição, credibilidade relevante e correção parcial.

O texto ressalta que o exercício não é pesquisa eleitoral registrada, sondagem de intenção de voto nem projeção de resultado. Os coeficientes, perdas e volumes são parâmetros de simulação, não fatos observados no eleitorado.

A análise descreve uma cadeia hipotética que parte da exposição, passa pela atenção e pela credibilidade percebida e pode levar à revisão de preferência ou à desmobilização.

O modelo reúne sete camadas analíticas, incluindo social listening, análise da difusão em redes, regressão logística e simulação Monte Carlo; segundo o autor, elas compõem uma arquitetura de cenários, não evidências independentes de causalidade. Sampaio define o produto como um mapa de risco informacional, e não uma previsão.