# Senado do Paraguai aprova impeachment de Santiago Peña; Pedro Alliana assume

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- Published: 2026-11-07T03:36:17-03:00
- Author: Felip trends

O Senado do Paraguai aprovou nesta sexta-feira (6) o impeachment de Santiago Peña
por 44 votos, o total de parlamentares presentes. A Casa tem 45 cadeiras, mas um
senador não compareceu. Com a condenação, Peña perde o mandato e deixa de ter direito
à condição de senador vitalício.

Após a votação, Peña foi preso pela Polícia Federal paraguaia, segundo registro 
da imprensa internacional. O vice-presidente [Pedro Alliana](https://nordeste7.com.br/pedro-alliana-toma-posse-como-presidente-do-paraguai-apos-impeachment-de-pena/)
assumiu a Presidência e completará o mandato, previsto para terminar em agosto de
2028. Manifestantes comemoraram a decisão na Plaza de Armas, em Assunção.

## Crise ligada ao banco ueno

A crise começou na terça-feira (3), quando o [Banco Central do Paraguai](https://nordeste7.com.br/santiago-pena-e-preso-apos-impeachment-no-paraguai-pedro-alliana-assume/)
liquidou o banco digital ueno. O regulador apontou falta de recursos para cobrir
as obrigações da instituição, problemas em operações de crédito e irregularidades
na contabilização de ativos. Empréstimos a empresas ligadas ao banco também foram
questionados.

O ueno tinha cerca de 3 milhões de clientes e aproximadamente US$ 850 milhões em
depósitos, incluindo valores do Instituto de Previdência Social. Peña foi acionista
do Grupo Vázquez, controlador do banco, até março de 2025. A oposição alegou conflito
de interesses e, entre outras acusações, apontou manipulação de regras e desvio 
de recursos previdenciários.

A Câmara aprovou por unanimidade, com 78 votos, a abertura do processo contra Peña.
O pedido contra Alliana foi rejeitado. Horas depois de divulgar uma carta de renúncia,
Peña permaneceu no cargo porque o Congresso não aceitou o pedido; o Senado prosseguiu
com o julgamento.

## Julgamento e investigações

O Senado rejeitou por 39 votos a 3, com duas abstenções, o pedido de adiamento da
defesa por 72 horas. Peña não compareceu à sessão; os advogados Ricardo Preda e 
Adolfo Ferreiro contestaram a validade do processo e alegaram desrespeito à ampla
defesa. A comissão acusadora afirmou que as denúncias se apoiavam em documentos 
oficiais.

Eram necessários 30 votos para a condenação. O Ministério Público paraguaio abriu
investigações criminais envolvendo Peña, Alliana e autoridades do Banco Central.
A defesa informou que pode recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos.
