Frequentemente descartada junto com a polpa, a semente de abóbora pode ser aproveitada em diferentes preparações. O alimento fornece proteínas, fibras, gorduras insaturadas, magnésio, zinco e ferro, além de poder ser consumido depois de torrado.
Uma porção de aproximadamente 28 gramas de sementes torradas contém cerca de 156 miligramas de magnésio, o equivalente a 37% do valor diário usado pelo National Institutes of Health (NIH). O mineral participa do funcionamento dos músculos e nervos, da produção de energia, da síntese de proteínas e da manutenção dos ossos.
Na mesma quantidade, há cerca de 2,2 miligramas de zinco, aproximadamente 20% do valor diário. O nutriente está relacionado ao funcionamento do sistema imunológico, à cicatrização e à produção de proteínas e DNA.
As gorduras presentes são principalmente insaturadas, enquanto as fibras contribuem para o funcionamento intestinal. A inclusão de alimentos ricos em fibras deve ser gradual para quem não está acostumado, acompanhada de ingestão adequada de líquidos.
O que os estudos avaliaram
Pesquisas investigaram possíveis efeitos sobre a resposta da glicose após as refeições e sintomas urinários relacionados à hiperplasia benigna da próstata. Um pequeno ensaio observou menor resposta glicêmica após uma refeição com 65 gramas de sementes, mas o resultado não comprova prevenção ou tratamento do diabetes.
No estudo GRANU, 1.431 homens entre 50 e 80 anos receberam sementes, extrato ou placebo durante um ano. Houve melhora dos sintomas em uma proporção maior entre os que consumiram sementes, mas novos estudos foram considerados necessários.
As sementes podem ser lavadas, secas e torradas no forno ou na frigideira. Inteiras ou trituradas, entram em saladas, sopas, iogurtes e granolas. Versões com excesso de sal devem ser evitadas, e o consumo não precisa ser exagerado, pois o alimento é relativamente calórico.
