O general Santos Cruz afirmou que há mais ações policiais contra o crime organizado na gestão atual do que no governo anterior. Ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo durante a gestão de Jair Bolsonaro, ele disse que as operações têm se concentrado também na área financeira das organizações.
Em entrevista ao canal Revelando, Santos Cruz comparou as gestões e declarou que “o governo anterior não teve essa agilidade para combater o crime organizado”.
Questionado sobre a possibilidade de os Estados Unidos classificarem facções brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas, o general chamou a iniciativa de “politicagem”. Para ele, essa classificação não teria influência para o Brasil e atenderia aos interesses norte-americanos.
Santos Cruz argumentou que a medida poderia dar aos Estados Unidos o direito de realizar operações, inclusive clandestinas, sob o argumento de proteger interesses do país. A classificação, portanto, foi apresentada por ele como uma questão de interesse dos próprios americanos.
O ex-ministro também afirmou que o fato de ações criminosas aterrorizarem a população não basta para caracterizar uma facção como terrorista. Segundo ele, o terrorismo exige uma finalidade política.
Na entrevista, Santos Cruz criticou ainda o sistema de segurança dos Estados Unidos, que descreveu como o maior mercado consumidor de drogas. Ele questionou como os entorpecentes entram no país apesar da atuação de agências como DEA, CIA e FBI, e sugeriu que corrupção e conexões com a máfia interna facilitariam esse acesso.

