Salário mínimo de R$ 1.842 já foi aprovado no Brasil e trabalhadores sentem nova realidade no país

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A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou o reajuste do salário mínimo regional no estado, elevando os valores para até R$ 2.106 em 2026. A medida estabelece um novo piso inicial de R$ 1.842 para determinadas categorias e segue agora para sanção do governo estadual.

O aumento médio aprovado é de 6,49% e será aplicado de forma retroativa a 1º de janeiro deste ano. Os valores são divididos em quatro faixas salariais, conforme o setor de atuação dos trabalhadores.

Com a nova proposta, o piso regional passa a ser distribuído da seguinte forma:

  • R$ 1.842 para atividades como agricultura, construção civil e trabalho doméstico
  • R$ 1.980 para setores como vestuário, comunicação e comércio editorial
  • R$ 2.022 para áreas industriais, comércio em geral e alimentação
  • R$ 2.106 para segmentos como metalurgia, saúde, tecnologia e transporte

Os valores foram definidos a partir de negociações entre representantes de trabalhadores e empresários e aprovados por unanimidade no legislativo estadual.

Foto: (Reprodução/Alesc)

Diferença em relação ao mínimo nacional

O reajuste reforça a diferença entre o piso regional e o salário mínimo nacional, atualmente fixado em R$ 1.621. Estados com legislação própria podem estabelecer valores superiores, conforme previsto na Lei Complementar 103/2000.

Além de Santa Catarina, outras unidades federativas também possuem pisos regionais, como Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Em alguns casos, os salários iniciais podem superar o mínimo nacional em centenas de reais.

Já nos demais estados, o valor federal segue como referência para trabalhadores sem piso definido por convenção coletiva.

Impacto econômico e geração de empregos

O reajuste ocorre em um cenário de crescimento do mercado de trabalho catarinense. Dados do Novo Caged indicam que o estado já criou mais de 41 mil vagas formais nos primeiros meses de 2026, com destaque para o setor de serviços.

Especialistas apontam que a elevação do piso regional pode contribuir para o aumento do poder de compra dos trabalhadores, além de estimular a economia local. Ao mesmo tempo, o tema mantém o debate sobre as diferenças salariais entre estados e o impacto dessas políticas na distribuição de renda no país.

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