A Planner realizou seis alterações em sua carteira recomendada para setembro de 2026, promovendo a entrada de Copasa (CSMG3), CPFL Energia (CPFL3), Grupo SBF (SBFG3), Itaú Unibanco (ITUB4), Lojas Renner (LREN3) e Porto (PSSA3).
Por outro lado, deixaram a seleção BB Seguridade (BBSE3), Bradesco (BBDC4), Itaúsa (ITSA4), Motiva (MOTV3), Multiplan (MULT3) e Sanepar (SAPR11).
Entre as exclusões, a principal substituição ocorreu no setor financeiro. A Planner retirou Itaúsa e incluiu Itaú Unibanco, classificando o movimento como uma operação long & short com perspectiva de ganho relativo. Segundo a corretora, o banco se destaca pela gestão de crédito, qualidade dos ativos, geração de caixa, rentabilidade e política de dividendos.
A motivação por trás das mudanças na carteira
A saída de Bradesco ocorreu por realização de prejuízo na posição, apesar do banco ter apresentado melhora de rentabilidade e lucro recorrente de R$ 13,8 bilhões no primeiro semestre de 2026. Já BB Seguridade deixou a carteira mesmo mantendo, segundo a Planner, histórico sólido de governança, margens atrativas e distribuição elevada de lucros.
No segmento de saneamento, a corretora retirou Sanepar após o desempenho fraco das ações em agosto e trouxe de volta Copasa. A Planner destacou a política de distribuição de proventos da companhia mineira e as expectativas relacionadas à entrada da Equatorial Energia como acionista de referência, após a privatização da empresa.
Outra mudança foi o retorno de CPFL Energia. A corretora ressaltou o perfil defensivo da companhia, a diversificação de suas operações em geração, transmissão e distribuição de energia, além da forte geração de caixa e do histórico consistente de resultados.
No varejo, a Planner incluiu Grupo SBF e Lojas Renner. No caso da dona da Centauro e da Fisia, a entrada foi motivada pelo histórico de resultados consistentes, estrutura financeira equilibrada e pelo anúncio da extensão do contrato de distribuição da marca Nike até 2034. Já a inclusão da Renner ocorreu após a forte queda das ações em agosto, mesmo diante da divulgação de resultados considerados positivos pela corretora.
A carteira também passou a contar novamente com Porto. A Planner citou a estratégia da companhia focada em eficiência operacional, controle de custos e melhora da subscrição de riscos, além do crescimento das operações de seguros e saúde.
Entre as retiradas para realização de ganhos, a corretora excluiu Motiva, destacando a valorização de 4,7% da ação em agosto e os resultados operacionais robustos apresentados pela empresa. A saída de Multiplan, por sua vez, foi justificada pelo desempenho fraco do papel na bolsa, apesar dos resultados sólidos divulgados pela companhia.
A Planner manteve na carteira de setembro as ações de Cogna (COGN3), Direcional (DIRR3), Telefônica Brasil (VIVT3) e WEG (WEGE3).
As recomendações da Planner para setembro
| Empresa | Ticker |
|---|---|
| Cogna | COGN3 |
| Direcional Engenharia | DIRR3 |
| Telefônica Brasil | VIVT3 |
| WEG | WEGE3 |
| Copasa | CSMG3 |
| CPFL Energia | CPFL3 |
| Grupo SBF | SBFG3 |
| Itaú Unibanco | ITUB4 |
| Lojas Renner | LREN3 |
| Porto | PSSA3 |
*Sob supervisão de Juliana Américo
