# Safra eleva preço-alvo da TSMC e projeta valorização de até 47%

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- Published: 2026-09-17T15:02:56-03:00
- Author: Felip trends

O banco Safra manteve a recomendação de compra para as ações da Taiwan Semiconductor
Manufacturing Company (TSMC) e elevou o preço-alvo dos papéis de 3.350 para 3.500
dólares taiwaneses. Segundo a atualização de cobertura, o novo valor indica potencial
de valorização de até 47%. Em dólares americanos, o preço-alvo foi estabelecido 
em US$ 550, o que representa uma alta aproximada de 33%.

A avaliação do Safra está baseada na expectativa de que a demanda global por infraestrutura
de Inteligência Artificial (IA) e Computação de Alto Desempenho (HPC) sustente um
ciclo de expansão de vários anos para a fabricante de chips e semicondutores. Os
analistas afirmam que a visibilidade da demanda já alcança 2029 e 2030, impulsionada
principalmente por GPUs de IA e chips ASIC personalizados usados em data centers.

## Expansão da capacidade

O relatório prevê aumento da capacidade de produção dos nós de processamento de 
2 e 3 nanômetros, conhecidos como N2 e N3. A capacidade do N3 deve chegar a aproximadamente
180 mil wafers por mês no fim de 2026, 233 mil no fim de 2027 e 288 mil no fim de
2028.

Para o N2, as estimativas são de cerca de 90 mil wafers mensais no fim de 2026, 
145 mil no fim de 2027 e 250 mil no fim de 2028. O Safra também projeta que a produção
do N2 nos primeiros 12 meses supere em mais de duas vezes a registrada pelo N3 em
estágio equivalente de maturação.

Para sustentar a expansão, o banco estima que os investimentos da TSMC alcancem 
US$ 64 bilhões em 2026, US$ 78 bilhões em 2027 e US$ 85 bilhões em 2028. Os recursos
devem ser direcionados à conclusão de novas salas limpas e às tecnologias N3, N2/
A16, A14 e de encapsulamento avançado.

## Riscos apontados

O principal risco para a tese é uma desaceleração dos investimentos globais em IA
e HPC. Executivos de grandes empresas de IA sinalizaram recentemente uma desaceleração
dos aportes nessas tecnologias. O relatório também cita possíveis quedas na utilização
das fábricas, riscos de execução, custos mais altos nas unidades internacionais 
e efeitos cambiais sobre os resultados.
