Rogério Marinho (PL-RN), senador e coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), informou nesta segunda-feira (5.out.2026) que se reunirá no dia seguinte com Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). A conversa está marcada para as 13h e terá como pauta a atuação do Judiciário nas eleições de 2026.
O encontro ocorrerá dois dias após o primeiro turno. Marinho afirmou que aguardou cerca de 40 dias para ser recebido. “Depois de 1 mês e 10 dias, ele vai me receber”, declarou. Segundo o senador, ele pretende apresentar a Fachin críticas à atuação do Supremo em relação à Justiça Eleitoral.
Ao ser questionado sobre a crise no Judiciário, Marinho mencionou o que considera uma interferência indevida na Justiça especializada. Também contestou a criação de um corregedor-geral do Tribunal Eleitoral e disse que levará suas preocupações ao presidente da Corte.
A atuação do STF ganhou destaque na disputa presidencial, em meio à campanha do segundo turno. Flávio Bolsonaro concorrerá contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de outubro. Aliados do candidato do PL defendem mudanças na atuação do Supremo e debatem a possibilidade de impeachment de ministros.
Marinho confirmou que o tema estará presente na campanha. Na avaliação do senador, integrantes do STF se colocaram no “centro do palco político”. Ele também criticou ministros por, segundo afirmou, expressarem opiniões políticas e interferirem na Justiça Eleitoral.
Supremo e bolsonarismo
O embate entre o bolsonarismo e o Supremo atravessou a campanha de 2026 e ocorre em meio a divergências internas na Corte e a discussões sobre os limites de atuação dos ministros. Fachin passou a defender mudanças institucionais para reduzir os conflitos.
O resultado das eleições para o Congresso também deu peso à discussão. O PL elegeu 19 senadores e contará com uma bancada de 28 integrantes a partir de 2027. Cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade.
Marinho afirmou que o tamanho das bancadas do partido permitirá disputar, a partir de 2027, a presidência da Câmara ou do Senado. “A pretensão é termos um presidente”, disse.
Durante a eleição, surgiram questionamentos sobre uma possível interferência dos Estados Unidos no processo político brasileiro. O assunto chegou à Justiça Eleitoral e foi alvo de apurações. No entanto, não há comprovação de que ações externas tenham mudado o resultado do primeiro turno.

