Renan Santos (Missão), que terminou o primeiro turno da eleição presidencial em quarto lugar, afirmou considerar maior o risco de concentração de poder em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Apesar da avaliação, disse que não pretende apoiar nem votar em Flávio ou no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.
A declaração foi feita na quarta-feira, durante entrevista ao programa Alt Tebet, do UOL. Ao comparar os candidatos, Renan afirmou: “Em termos de acúmulo de poder, o perigo específico é maior com o Flávio”. Ele argumentou que Lula enfrentaria limitações para aprovar mudanças constitucionais e outras medidas no Congresso Nacional.
Sem apoio a nenhum candidato
O candidato também disse que não fará campanha por nenhum dos dois nomes. Segundo ele, a decisão está relacionada à intenção de preservar a identidade política do Missão. “Eu não vou votar. A última vez, eu pedi voto nulo. Dessa vez, eu tô falando: votem em quem quiserem”, declarou.
Renan afirmou que não pretende vincular o partido a projetos políticos que considera incompatíveis com sua proposta e que a legenda deve concentrar esforços na consolidação de sua estrutura. Também disse que integrantes e apoiadores do Missão têm liberdade para decidir como agir na etapa final da eleição.
Resultado no primeiro turno
Renan recebeu 2.675.887 votos, equivalentes a 2,24% do total, e ficou na quarta colocação. Ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), concorreu com uma agenda de direita e buscou estabelecer uma identidade própria, sem alinhamento direto ao PT ou ao grupo político de Jair Bolsonaro.
Após o primeiro turno, afirmou que não havia sido procurado por lideranças petistas ou do Centrão para negociar uma possível aliança e que pretendia evitar articulações desse tipo. O Missão elegeu dois dos 483 candidatos que lançou na disputa.

