O Racing Club, da Argentina, coroou sua campanha na Copa Sul-Americana com uma vitória marcante sobre o Cruzeiro por 3 a 1. A final aconteceu neste sábado (23), no Estádio La Nueva Olla, em Assunção, Paraguai, e foi marcada por grande domínio argentino. O título quebra um jejum de 36 anos sem conquistas internacionais da equipe.
Primeiro Tempo: Domínio Total do Racing
O Racing iniciou a partida pressionando e demonstrando superioridade técnica. Aos 15 minutos, Martirena abriu o placar com um chute certeiro que surpreendeu o goleiro Cássio. Poucos minutos depois, “Maravilla” Martínez ampliou para o time argentino, aproveitando um cruzamento pela esquerda.
O Cruzeiro, comandado por Fernando Diniz, enfrentava dificuldades para reagir. A situação ficou ainda mais complicada após Walace ser substituído aos 29 minutos, saindo sob vaias da torcida brasileira.
Reação Brasileira e Consagração do Racing
Na segunda etapa, o Cruzeiro voltou mais agressivo e conseguiu diminuir o placar com um gol de Kaio Jorge aos 7 minutos. Matheus Henrique protagonizou uma bela jogada antes de cruzar para o atacante, que marcou no rebote.
Apesar do ímpeto brasileiro, o Racing manteve a calma e assegurou o controle da partida. No último minuto dos acréscimos, Roger Martínez selou a vitória com um chute cruzado, garantindo a festa da torcida argentina no Paraguai.
Histórico e Hegemonia Argentina
Esse é o primeiro título da Copa Sul-Americana conquistado pelo Racing, que se junta a outros clubes argentinos como Boca Juniors e Independiente, consolidando a hegemonia do país na competição. Com 10 títulos no total, a Argentina lidera o ranking de conquistas do torneio, deixando o Brasil em segundo lugar, com cinco troféus.
Para Gustavo Costas, técnico do Racing e ex-jogador do clube, o título tem um gosto especial. Costas fez parte do elenco que venceu a Supercopa de 1988, também contra o Cruzeiro, e agora entra para a história como campeão no comando técnico do time.
Campanha Marcante do Racing
Além do título, o Racing teve destaque individual com “Maravilla” Martínez, artilheiro da competição com 10 gols. O desempenho coletivo e a consistência tática da equipe foram fundamentais para a conquista, encerrando um jejum de quase quatro décadas sem taças internacionais.
