Quem usa ônibus deve preparar o bolso para aumento de 8,76% no preço da passagem

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Os passageiros que utilizam o transporte coletivo intermunicipal no Rio Grande do Sul começaram a pagar mais caro pelas viagens a partir desta terça-feira (2). A Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan) confirmou a aplicação de novos reajustes tarifários em diferentes regiões do estado, com aumentos que chegam a 8,77%.

A atualização dos valores faz parte do reposicionamento tarifário previsto para 2026 e leva em consideração a elevação dos custos operacionais do setor ao longo dos últimos 12 meses, além dos impactos da reoneração da folha de pagamentos prevista em legislação federal.

Os novos valores variam conforme a região atendida e a empresa responsável pela operação das linhas.

Reajustes variam conforme a região

Na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde circula grande parte dos usuários do transporte intermunicipal gaúcho, o reajuste aplicado é de 7,32%.

Já na Aglomeração Urbana do Litoral Norte, o aumento definido pela Metroplan chega a 7,79%.

Na Aglomeração Urbana do Sul, os percentuais variam de acordo com a operadora. As linhas administradas pelas empresas Expresso Embaixador e Harms terão reajuste de 8,77%, enquanto os passageiros atendidos pela Santa Silvana enfrentarão aumento de 7,47%.

A Região Metropolitana da Serra Gaúcha registrou um dos maiores reajustes autorizados, com elevação de 8,76% nas tarifas.

Apesar da confirmação dos índices, a Metroplan não divulgou uma tabela única com os novos preços das passagens. Segundo a fundação, os valores finais variam de acordo com a distância percorrida, a linha utilizada e o município atendido pelo sistema de transporte intermunicipal.

Por esse motivo, os passageiros devem consultar diretamente as empresas operadoras ou os canais oficiais do sistema para verificar o novo valor da tarifa em cada trajeto.

O que motivou o aumento

De acordo com a Metroplan, o cálculo dos reajustes considerou a variação acumulada dos custos operacionais do transporte coletivo até março deste ano.

Entre os fatores analisados estão despesas com combustível, manutenção da frota, mão de obra e os efeitos da reoneração da folha de pagamentos estabelecida por lei federal.

O órgão também informou que foram considerados atrasos na aplicação de parte dos reajustes referentes aos anos de 2025 e 2026, o que contribuiu para a atualização tarifária anunciada agora.

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