Pesquisadores chineses desenvolveram um protótipo de motor a jato que comprime o ar e usa micro-ondas para transformá-lo em plasma. O sistema gera empuxo com eletricidade, mas ainda enfrenta barreiras técnicas antes de poder ser usado em aeronaves comerciais.
O fluxo de ar é ionizado e aquecido, depois expelido em alta velocidade por um bocal. Segundo a descrição da tecnologia, o jato produzido pode gerar força comparável à de motores convencionais. A proposta é reduzir emissões sem sacrificar potência em voos longos.
Desafios para ampliar a tecnologia
O protótipo foi testado em escala reduzida, com resultados iniciais bem-sucedidos. Para equipar aeronaves de grande porte, porém, será necessário lidar com o desgaste dos componentes internos provocado pelo calor contínuo da ionização, além de desenvolver resfriamento sofisticado e materiais resistentes que ainda não são produzidos em escala comercial.
Outro entrave é a segurança elétrica: sistemas de alta tensão em aviões exigiriam protocolos rigorosos para evitar falhas críticas em altitude. As baterias de íon-lítio disponíveis também são pesadas demais para voos transoceânicos. O peso necessário para armazenar energia supera o do combustível fóssil equivalente, anulando o ganho energético da propulsão elétrica.
O motor reúne um compressor de ar de alta potência, um magnetron para gerar micro-ondas e uma câmara de ionização de quartzo. A arquitetura requer precisão milimétrica para conter e direcionar o plasma durante a operação.
Diferença em relação a propulsores espaciais
Motores de plasma com xenônio testados pela NASA não geram empuxo suficiente para vencer a resistência do ar e não servem ao transporte aéreo convencional. Eles funcionam em propulsores espaciais, onde não há ar. No protótipo chinês, o ar comprimido é ionizado para formar um plasma mais denso e quente.
Se os obstáculos forem superados, sistemas elétricos poderão ter manutenção mais simples que motores convencionais, reduzir ruído e eliminar poluentes da combustão. A tecnologia também poderia diminuir a dependência de lubrificantes químicos, mas sua adoção comercial ainda depende de avanços técnicos.

