# Protesto em São Paulo cobra transparência e neutralidade da Meta

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- Published: 2026-10-20T02:29:58-03:00
- Author: Felip trends

Centenas de manifestantes protestaram na noite de segunda-feira (19), em frente 
à sede da Meta, na região da Avenida Faria Lima, zona oeste de São Paulo. Com o 
lema “Meta, não se meta”, movimentos sociais e entidades civis cobraram transparência
na distribuição de conteúdos e criticaram o que classificam como censura e favorecimento
político nas plataformas.

O ato também apontou falta de proteção a grupos minoritários e aumento de discursos
de ódio recomendados pelas ferramentas digitais. Os organizadores tentaram entregar
à direção da empresa um documento com reivindicações, mas não conseguiram protocolá-
lo na portaria. O grupo informou que fará o envio digitalmente, por meio de uma 
mobilização coletiva na internet.

Entre as demandas estão regras claras sobre os algoritmos que definem quais publicações
aparecem com mais destaque e alcance. A programadora Veronica Gimenez, da ONG TravaHacker,
defendeu transparência, espaços de monitoramento e relatórios sobre as ações das
plataformas.

O ativista Thiago Torres Santos, conhecido como Chavoso da USP, afirmou que teve
o perfil retirado do ar e que a Meta não cumpre há 11 meses uma decisão judicial
para reativar a página. “Fui banido, mesmo com ordem judicial favorável”, disse.

## Questionamentos na Justiça Eleitoral

Na semana anterior ao protesto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acolheu pedido
da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. A campanha alega
que a Meta prejudica publicações do campo governista, dá mais visibilidade a adversários
e provoca desequilíbrio na distribuição de anúncios pagos. A campanha de Flávio 
Bolsonaro também apresentou reclamação sobre a distribuição de materiais.

O ministro Marco Aurélio Bellizze deu à Meta prazo de 24 horas para apresentar provas
de que mantém tratamento igualitário entre candidatos na entrega de publicações 
e na propaganda eleitoral paga.

Em nota, a empresa atribuiu dificuldades para publicar materiais e acessar grupos
ao volume de regras da legislação eleitoral. Também afirmou que atrasos e instabilidades
fazem parte do processo técnico de checagem e liberação de conteúdos durante a campanha.
