# “Problema não é o desconto, mas sim se este desconto está sendo feito corretamente”, diz ministro de Lula

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- Published: 2025-04-30T15:24:30-03:00
- Author: Nordeste7

O ministro do Trabalho e Emprego, **Luiz Marinho**, afirmou nesta semana que **não
vê motivos para o fim dos descontos em folha nos benefícios do INSS**, desde que
sejam feitos com a devida autorização dos beneficiários. A declaração ocorre no 
contexto da **Operação Sem Desconto**, deflagrada pela [Polícia Federal](https://nordeste7.com.br/caminhoneiros-ameacam-greve-nacional-apos-reajustes-no-preco-dos-combustiveis/)
e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga um esquema nacional de **
cobranças indevidas** de mensalidades associativas de [aposentados e pensionistas](https://nordeste7.com.br/inss-alerta-para-novo-golpe-contra-aposentados-e-pensionistas-fique-atento/).

> **“O problema não é o desconto em folha, mas sim se este desconto está sendo feito
> corretamente”**, declarou Marinho em entrevista à Agência Brasil.

O ministro explicou que a irregularidade ocorre **quando há descontos sem autorização
explícita** por parte dos beneficiários. Segundo ele, **o mecanismo em si é legal**,
desde que seguido com base na transparência e na vontade do segurado.

> **“O que é preciso é checar se o beneficiário autorizou o desconto. Que não pode
> ser incluído na folha [do INSS] sem a segurança de que o seu José, a dona Maria,
> de fato o autorizaram”**, reforçou.

### Declarações firmes contra fraudes

Luiz Marinho reiterou que, quando comprovada a autorização do beneficiário, **não
há ilegalidade no procedimento**. Para ele, o sistema de repasse de mensalidades
associativas pode continuar existindo, desde que auditado e fiscalizado com rigor.

> **“Conferindo se o trabalhador se associou e, de fato, autorizou o desconto da
> mensalidade, não haveria nenhuma irregularidade”**, afirmou.

Ele também reconheceu que algumas entidades podem ter manipulado os dados para justificar
cobranças ilegais, o que deve ser investigado e punido.

> **“O que está sendo denunciado é que [algumas] entidades manipularam o processo
> de informação, dizendo, por exemplo, que a dona Maria se associou [à determinada
> organização] e autorizou os descontos, quando ela não o fez. Isso é uma ilegalidade
> passível de punição”**, declarou.

Marinho afirmou que o [governo federal](https://nordeste7.com.br/desaprovacao-ao-governo-lula-atinge-50-em-novembro-segundo-pesquisa-quaest/)
está empenhado em apurar os casos e responsabilizar os envolvidos.

> **“Vamos até as últimas consequências. Quem aprontou tem que pagar”**, concluiu
> o ministro.

### Contexto: operação investiga fraude bilionária

A **Operação Sem Desconto** revelou um esquema que teria movimentado **R$ 2,8 bilhões
em 2024**, com base em cobranças de mensalidades associativas diretamente dos benefícios
do INSS. Dados do próprio instituto mostram um crescimento constante nesses descontos
desde 2016.

O INSS já recebeu **mais de 1,163 milhão de pedidos de cancelamento** de cobranças
entre janeiro de 2023 e maio de 2024, a maioria sob a alegação de que **não havia
autorização para os descontos**.

Como resposta imediata, o INSS **suspendeu todos os acordos de cooperação técnica**
com associações, sindicatos e entidades representativas, e bloqueou os descontos
automáticos nos benefícios. A **AGU também atua na recuperação dos valores** desviados
e no bloqueio de bens dos investigados.
