A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou neste domingo (25) que não recebeu relatos de pessoas que tenham perdido a votação do segundo turno por causa de bloqueios em rodovias.
O diretor da corporação, Fernando Oliveira, declarou que foram contabilizadas 27 interdições no decorrer do dia: oito completas e 19 parciais. Às 17h, quatro ainda estavam ativas devido às chuvas, mas havia caminhos alternativos em todos esses locais.
Segundo Oliveira, a PRF tampouco recebeu do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná comunicações sobre dificuldades nas rotas alternativas ou solicitações de suporte de candidatos. No informe das 17h40, a corporação apontou dois bloqueios totais e cinco parciais.
Entre os casos totais estavam trechos das BR-376, em Tibagi, e da BR-153, em Mallet; não havia previsão de liberação. Na BR-476, obras e interdições parciais afetavam pontos de Adrianópolis, Tunas do Paraná e Bocaiúva do Sul.
Até as 17h, houve 403 registros criminais eleitorais, ante 1.400 no primeiro turno. A violação do sigilo do voto, com 149 casos, foi a ocorrência mais frequente.
As prisões em flagrante recuaram de 140 para 90, e a apreensão de armas, de nove para uma. A Polícia Federal (PF) informou ter aberto três inquéritos, lavrado 44 termos circunstanciados e conduzido 56 pessoas.
A PF apura possíveis irregularidades envolvendo transporte de eleitores e retenção de ônibus em São Paulo, Alagoas, Piauí, Sergipe e Bahia, segundo o diretor Dennis Cali. Até a coletiva, havia um inquérito instaurado em Sergipe; nos outros estados, os fatos permaneciam em apuração.
Cali disse que as investigações consideram possíveis crimes de impedimento ou embaraço ao voto e ocultação de meios de transporte. Não havia apuração sobre o Paraná ou Santa Catarina.

